quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Guriri, um bom destino para passar o verão no Espírito Santo

"Coco Pequeno" é o significado de Guriri na língua indígena. Realmente, nesse pedaço do litoral de São Mateus, que fica a 12 quilômetros da sede, o que não falta é uma deliciosa água-de-coco para beber enquanto você fica de "papo para o ar" na praia de mar aberto e águas mornas.

O local ainda é o principal destino de quem procura a cidade, especialmente nesta época. A vantagem é que, apesar do grande movimento no verão, a orla ainda mantém muito de seus aspectos originais – a região é ideal para a desova de tartarugas. Nas marés baixas formam-se em sua extensão várias piscinas naturais, onde é possível relaxar do estresse do dia-a-dia.



Saindo da Praia de Guriri, a 25 quilômetros de distância, uma boa dica é seguir para Barra Nova, que recebe o visitante com uma baía formada pela foz artificial do Rio Mariricu e a vegetação exuberante de manguezal, que abriga caranguejos, guaiamuns e mariscos.

Para chegar ao local existem três caminhos: indo pela estrada de terra batida do Ranchinho (à direta, depois da ponte do Rio Marirucu), de buggy, na maré baixa, pela praia. Outra alternativa é seguir de canoa pelos manguezais da localidade de Nativo.

Meleiras 
São Mateus também é uma ótima cidade para quem gosta de caminhar, andar de buggy, caiaque, a cavalo ou de bicicleta. Para realizar essas atividades, basta entrar em contato com Casinha de Aventuras, em Guriri, que oferece várias opções de passeios. Quer navegar de barco pelo Rio Mariricu até a região de Meleiras? Tudo bem, é só procurar o Bar do Raimundo, um local bucólico que abriga alguns macaquinhos que deixam os turistas encantados. Em Meleiras é realizada uma parada, onde os visitantes podem degustar os camarões da Malásia no restaurante Zé do Elefante. O percurso dura 3 horas. Outra dica é o passeio de barco pelo Rio Mariricu (saída do mesmo local) até a Praia de Barra Nova, onde o mangue se junta com o mar. São 3 horas de percurso, com uma hora de parada. Na praia, os visitantes podem realizar um passeio de lancha ou barco pelo manguezal. Quem preferir pode sair direto do Bar do Raimundo e navegar de caiaque pelo Rio Mariricu. Ou, ainda, andar de bicicleta – são várias trilhas, que variam de 8 a 42 quilômetros. O percurso dura, em média, 2h30. Outra opção é fazer um passeio de buggy, que dura cerca de 3 horas. Ou caminhar pelas trilhas ecológicas, entrando em contato com a vegetação de restinga, típica da região. Ou fazer um delicioso passeio a cavalo, com duração de 4 horas.


Fonte: A Gazeta

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Entre Guarapari e Anchieta, pela Rodovia do Sol

foto: enviado por Regina Mezadri - eu aqui (A Gazeta)
Entre Guarapari e Anchieta, pela Rodovia do Sol, a natureza caprichosamente ou revoltada esculpiu essa beleza. As famosas falésias. Paisagem surreal!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Verdadeiros paraísos perdidos do litoral brasileiro

Ainda é possível passar as férias em praias lindas e sossegadas. Não é preciso se esfolar em trilhas ou pagar o dobro na estadia

EDIÇÃO: LUCIANA VICÁRIA

Existem praias paradisíacas que ficam ao final de trilhas longas e cansativas. Há também aquelas em que o trajeto é tão difícil que só é possível chegar em um veículo 4X4. E ainda pérolas enclausuradas em hotéis ou condomínios de luxo. Mas, para estar ali, paga-se muito. Felizmente, nem só aventureiros e endinheirados têm direito a um verão no paraíso. O viajante profissional Ricardo Freire, colunista de ÉPOCA, selecionou dez praias sossegadas, com acesso razoável e hospedagem que cabe no bolso. Freire, que já percorreu quatro vezes a costa brasileira, acaba de lançar o guia 100 Praias Que Valem a Viagem (Editora Globo, R$ 38).
Alex Uchôa
Praia do Toque (AL)A praia fica na rota ecológica, no norte de Alagoas. Tem passeios de jangada para piscinas naturais no mar e para o Rio Tatuamunha, santuário de peixes-bois. Como chegar: fica a 100 quilômetros de Maceió (siga a placa para Passo de Camaragibe). Onde ficar: Pousada do Caju (pousadadocaju.com) e Côté Sud (pousadacotesud.com.br).
Barra Grande (PI)A areia fofa e as águas calmas fazem da praia piauiense uma raridade na costa do Meio-Norte. É o banho de mar mais gostoso entre os Lençóis Maranhenses e a Praia de Jericoacoara.Como chegar: 53 quilômetros a leste de Parnaíba, por estrada bem asfaltada e sinalizada.Onde ficar: nas novíssimas pousadas pé-na-areia freqüentadas por praticantes de kitesurfe (prancha de surfe controlada por uma pipa), como a Ventos Nativos, onde há um bistrô francês (ventosnativos.com) e a BGK, que tem um belo bar de praia (barragrandekitecamp.com.br).
Galinhos (RN)É uma península de areia. Lá, o meio de transporte é a charrete. No canto direito, uma lagoa de águas mornas é invadida pelo mar quando a maré sobe. Pelo canal, barquinhos levam a manguezais, dunas e salinas.Como chegar: 160 km a oeste de Natal, pela BR-406. Deixe o carro em Pratagil e atravesse o canal de barco.Onde ficar: nos caprichados Chalés Oásis (oasisgalinhos.com) ou na recém-aberta Kite Surf Center (kitesurfgalinhos.com).
Icaraizinho de Amontada (CE)Fora da rota dos passeios de grupo, esta enseada tem mar azul-claro, sombra de coqueiros e, no canto esquerdo, dunas a perder de vista. O vilarejo se mantém autêntico, com poucas casas de veraneio.Como chegar: 210 quilômetros a oeste de Fortaleza (e 130 quilômetros a leste de Jericoacoara). Os últimos 25 quilômetros estão sendo asfaltados.Onde ficar: nos chalés de madeira da Água de Coco, com ventilação natural (pousadaaguadecoco.tur.br).
Pontal do Cupe (PE)A mais gostosa de Porto de Galinhas. Parece uma piscina natural que não seca demais na maré baixa e fica funda na maré cheia.Como chegar: siga as placas para o Hotel Pontal de Ocaporã. Estacione depois da cancela. Fica 3 quilômetros ao sul da badalada Muro Alto.Onde ficar: nos dois únicos hotéis deste trecho de praia: o Pontal de Ocaporã (ocapora.com.br) e a Pousada Tabapitanga (tabapitanga.com.br).
Embrulho (SC)Escondida no costão, à direita da praia principal de Bombinhas, tem águas mais claras e transparentes que a vizinha famosa. A faixa de areia é bem estreita, entremeada por pedras, que formam piscinas ótimas para mergulhar de snorkel. Como chegar: siga até o final da beira-mar de Bombinhas e procure os estacionamentos que vão aparecer à esquerda.Onde ficar: para ir a pé às prainhas, reserve a Solar das Tartarugas (solardastartarugas.com.br) ou a Caminho do Mar (pousadacaminhodomar.tur.br).
Praia do Saco (SE)É a mais bonita de Sergipe. Tem águas azuis – cortesia do Rio Real, que desemboca logo adiante – e vista para a Ilha da Sogra. Faça um passeio de barco até a estonteante Ponta do Saco e, na volta, experimente a moqueca da Josefina.Como chegar: saia de Aracaju pela orla sul e pegue a balsa do Rio Vaza-Barris; são 65 quilômetros.Onde ficar: tente uma das duas suítes da Manga Rosa, tel. (79) 3526-5063, na entrada do povoado.
Tabatinga (PB)Tem falésias, um riozinho que se torna uma lagoa e uma ótima barraca de praia: o Arte Bar – com boa comida, redes à sombra e um varal com literatura de cordel. Não deixe de fazer a caminhada até a Praia do Coqueirinho.Como chegar: pela Rota do Sol. Fica 24 quilômetros ao sul de João Pessoa. Onde ficar: na Pousada Aruanã (aruanapousada.com.br), que parece um pequeno resort, ou na rústica Pousada dos Mundos (pousadadosmundos.com.ar), à beira-rio.
Aracaipe (BA)Um paredão de casas na estrada esconde da vista dos turistas a praia mais tranqüila do Arraial d’Ajuda. A água é calma e azul-clara no verão. O bar do Sting é point de velejadores.Como chegar: fica no caminho da balsa para Porto Seguro. Entre pelos bares ou pela viela à altura do número 1.619.Onde ficar: pé-na-areia, na agradável Verde Água (verdeaguapraia.com.br), ou, na estrada, na bem estruturada Estação Santa Fé (reservas pela CVC).
Santo André (BA)A balsa do Rio João de Tiba deixa para trás a micareta permanente de Porto Seguro e entra em território de paz. Santo André é um oásis na Costa do Descobrimento: mesmo no Réveillon – e até no Carnaval –, está longe do excesso de lotação.Como chegar: pegue a balsa em Santa Cruz Cabrália, 30 quilômetros ao norte de Porto Seguro.Onde ficar: na Victor Hugo, no melhor ponto da praia (portonet.com.br/victorhugo), ou no novo chalé minimalista-tropical da Casapraia (casapraia.com).



Fonte: REVISTA ÉPOCA

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Uma longa viagem sobre trilhos no Expresso do Oriente


Natália Zonta (A Gazeta)


Istambul ainda era Constantinopla e Agatha Christie (1890-1976) nem havia nascido. Há 125 anos, em 4 de outubro de 1883, partiam da estação Gare de l’Est, em Paris, os vagões do Expresso do Oriente. Pela primeira vez, turistas corajosos – e muito ricos – cruzavam a Europa rumo à porta de entrada da Ásia. Era o começo da história do lendário trem que inspirou tantos escritores. 

O detetive Hercule Poirot não teria como estar na viagem inaugural do Venice Simplon, outro nome pelo qual o trem era conhecido. Mas se fizesse parte da lista dos passageiros, o personagem mais excêntrico da rainha do crime fatalmente reclamaria do trajeto. A princípio, o percurso não era todo feito sobre trilhos. Como seria possível investigar um assassinato com tanto entra-e-sai dos vagões?

Vagões 
Na época, a composição partia de Paris e seguia para Estrasburgo, Munique, Viena, Budapeste e Bucareste. Em Girgiu, na Romênia, os passageiros pegavam um barco e navegavam pelo Danúbio até Ruse, na Bulgária, onde havia um novo trem para Varna. De lá, finalmente, um ferry seguia para Istambul. 

Com o tempo, a jornada pela Europa tornou-se menos tumultuada. Mas o número de pomposos vagões permaneceu sempre o mesmo, 17, para 148 passageiros. Espaço de sobra para inspirar Agatha Christie a escrever o best-seller "Assassinato no Expresso do Oriente" (1934).

A autora conheceu o trem em sua fase áurea. Os vagões já chegavam à Estação Sirkeci, em Istambul, por um trajeto feito só sobre trilhos e eram sinônimo de luxo – até a realeza fazia questão de conhecê-los. Ninguém poderia imaginar que, em 1977, guerras e crises políticas obrigariam o Expresso do Oriente a parar.

O Venice Simplon só saiu do limbo em 1982, graças ao magnata da hotelaria James B. Sherwood. Anos antes, ele comprou o trem e investiu 11 milhões de libras na restauração. Desde então, os vagões percorrem o lendário roteiro Paris-Istambul uma vez por ano, sempre em agosto.

O público-alvo do Expresso do Oriente continua o mesmo: gente disposta a pagar uma pequena fortuna por uma viagem memorável. O pacote de seis noites custa US$ 9 mil e o valor inclui refeições (sem bebidas alcoólicas) e passeios em todas as paradas. A fila de espera para conseguir uma vaga é grande. Segundo a empresa Orient Express Hotel, recomenda-se comprar o pacote com até um ano e meio de antecedência.

"Os brasileiros ainda não procuram muito esse trajeto porque acham difícil se adaptar ao esquema da viagem", diz Tiago Pablo Schmidt, consultor de reservas da empresa. O motivo, segundo ele, é o hábito nacional de tomar dois banhos ao dia. Poucos sabem, mas não há chuveiro no Expresso do Oriente, somente lavabos. "O trem é tombado por um instituto de preservação que não autoriza nenhuma modificação na estrutura dos vagões", explica.

Para evitar odores e desconforto, a cada 24 horas o trem pára, os passageiros descem e se hospedam num hotel – as diárias estão incluídas no pacote. Além da merecida ducha, há opções de passeios. 

A viagem tem outras peculiaridades, como a exigência de traje formal. Tênis e camiseta são vetados nas dependências do trem. O percurso também foi alterado e agora só passa por Budapeste, Bucareste e Sinai.

No restante do ano, a composição não fica parada. Todos os meses o trem faz o percurso de uma noite entre Paris e Veneza, a US$ 2.600. 

Vá lá 
Orient-Express Hotels
Trains Cruises:0800-774- 8448 

domingo, 16 de novembro de 2008

Ah! E o Velho Chico segue o seu percurso... Penedo

Pôr-do-sol em Penedo - AL

 (A Gazeta)

Adriana Moreira 
O sertanejo não trata o Rio São Francisco como um simples acidente geográfico. O mais famoso curso dágua do Nordeste é um integrante da família, um amigo próximo. Essa intimidade, porém, não impediu que o Velho Chico sofresse as conseqüências da ação humana: o leito assoreado prejudicou a navegabilidade, tão importante em outros tempos. 

Entre os grandes barcos que circulam por ali, o Benjamin Guimarães é o mais carismático. Sua história de prestígio e abandono se confunde com a do próprio rio. O Gaiola, como ficou conhecido, chegou ao país na década de 1920, vindo diretamente do Rio Mississippi, nos Estados Unidos.

Seresta 
Quando foi aposentado, por volta de 1980, estava decadente. Mas esse período difícil teve fim após a restauração, que deixou o barco em condições de voltar ao rio em 2004. No ano passado, o Benjamim começou a realizar viagens de cinco noites no Velho Chico. O percurso revela experiências valiosas, como a seresta, a Dança de São Gonçalo ou um simples bate-papo com os moradores. 

Apenas 28 pessoas podem fazer o trajeto nas cabines duplas. O barco ainda funciona com o maquinário original, sem motor, alimentado por uma fornalha. A diferença é que, hoje, a madeira utilizada vem de áreas de reflorestamento. As mudanças no leito do rio forçaram uma alteração no itinerário do antigo vapor. O trajeto, que já seguiu até Juazeiro (BA), hoje percorre 169 quilômetros entre Pirapora e São Romão (MG). Um trecho minúsculo, comparado aos 2.700 quilômetros de extensão do rio.

Quem vai até a nascente, na Serra da Canastra, tem uma surpresa. Não há uma fonte d’água, como se poderia imaginar. O São Francisco brota da terra, formando uma poça enlameada. Se não fosse uma placa, ninguém notaria a nascente.

A histórica Penedo 
Cenário bem diferente do encontrado na região da foz. Em Canindé do São Francisco, na divisa entre Sergipe, Alagoas e Bahia, os passeios de lancha e catamarã pelo cânion formado há 65 milhões de anos fazem sucesso. Ainda mais perto do mar está a alagoana Penedo. Há registros que a pequena vila foi ocupada por franceses já em 1534. Hoje, o que se vê no local é um belo conjunto arquitetônico, datado dos séculos XVII e XIX, que lhe rendeu o apelido de "Ouro Preto Nordestina". Boa parte das construções históricas está em recuperação. Um transtorno momentâneo que deixará ainda mais bonitas as ruas da cidade e vai custar R$ 11 milhões - a maior parte proveniente do Projeto Monumenta, parceria do Ministério da Cultura, do BID e da Unesco.

sábado, 27 de setembro de 2008

Óbidos: Belas paisagens e charme real





Divulgação Protegida por uma muralha, a cidade medieval não permite a entrada de carros. Os passeios são à pé, com direito a almoços dignos da realeza


Ela nasceu pelas mãos dos celtas. Posteriormente, foi conquistada pelos romanos, visigodos e mouros. Mas o que deixa os visitantes encantados por Óbidos, em Portugal, é o fato de saber que a cidade medieval era oferecida pelos reis como prenda de casamento para as rainhas (quem não gostaria de receber um dote como esse?).

E só estando lá para entender porque as rainhas se apaixonavam pela vila. Afinal, subir por suas ruas estreitas de pedras até o castelo ? hoje uma pousada ?, passando por charmosas lojinhas (uma tentação!), e apreciar a bela paisagem, de mar e lagoa, é maravilhoso. Protegida por uma muralha, na qual o visitante pode caminhar, a cidade não permite a entrada de carros. Por isso, vá com sapatos bem confortáveis (salto alto, nem pensar!).

Em cerca de duas horas se conhece Óbidos toda. Uma boa dica é fazer a visita guiada, é só procurar o Posto de Turismo. O roteiro inclui a Porta da Vila, a Igreja de São Pedro, a Igreja da Misericórdia, a Praça de Santa Maria, a Igreja de Santa Maria, a Rua Direita, o castelo, entre outros lindos lugares. Aliás, quem quiser pode até fazer o mesmo circuito de charrete.

No caminho, faça uma parada para degustar a famosa "Ginginha de Óbidos" ? um licor vermelho escuro à base de frutas, a receita conventual é do século XVII. Peça na tacinha de chocolate. É uma delícia! 

Na bagagem, traga os bordados feitos em tear manual. Conta-se, que os motivos são inspirados no teto da Igreja de Santa Maria. Para passar os desenhos para o papel, as bordadeiras colocavam um espelho no chão, que os refletia, o que facilitava o trabalho. 

Para terminar, um saboroso almoço no restaurante da Pousada do Castelo, eleita uma das Sete Maravilhas de Portugal. A sugestão é o Peito de Pato Real com Mel de Tília e Laranja com Molho de Figos Secos e Sultanas. O vinho adequado? Hummmm!!!  Só perguntando para o colunista André Andrès.

Serviço
Como chegar: Óbidos fica a 80 quilômetros ao norte de Lisboa. De carro, é só seguir com destino a Leiria, pela A8. Deixe a rodovia na saída 15. São cerca de 50 minutos de viagem. De ônibus, a passagem custa 7 euros. Quem quiser pode ir de comboio (trem), mas a estação fica um pouco longe do centro da vila. 

Passeio pela história
308 a.C. ? Fundação da vila pelos celtas
Século I ? Romanos
Século V-VI ? Visigodos
Século VIII ? Mouros
1148 ? D. Afonso Henriques toma Óbidos dos mouros (feriado nacional)
1282 ? D. Dinis e a rainha Santa Isabel passam núpcias na cidade. Como doação da vila, como presente de casamento, esta passa a fazer parte integrante de dote de todas as rainhas portuguesas até 1834
1808 ? De Óbidos são disparadas as primeiras salvas de tiros que dão início à Batalha da Roliça, durante as invasões francesas, onde Napoleão sofre a sua primeira derrota da Guerra Peninsular
1950 ? As muralhas são restauradas

Fonte: (Rachel Martins - A Gazeta)


Vídeo: Revista.AG - Vale a Pena Ir - Óbidos, em Portugal

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Monte Roraima: o topo do Brasil


Vista do Monte Roraima compensa frio e seis dias de caminhada

Formação geológica de 2.875 metros é uma das mais antigas da Terra.
Apesar de longo, caminho é plano; subida não exige equipamento especial.

Fausto CarneiroDo G1, em Pacaraima

Andar pelo menos seis dias, dormir em barracas sob temperaturas de até cinco graus, encarar uma “ladeira” de 2.800 metros de altura e ainda pagar para fazer isso. Para quem já foi ao Monte Roraima, na divisa entre o Brasil, Venezuela e Guiana Inglesa, o sacrifício vale a pena.  

 

Foto: Ari Silva/Arquivo pessoal

na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana Inglesa, com o Monte Roraima à direita; abaixo, Monte Kukenan (esquerda) e encosta do Roraima (Fotos: Ari Silva/Arquivo pessoal)

 


O monte faz parte de um conjunto de montanhas chamadas tepuis, formações em forma de mesa que parecem levantar do solo. Essas montanhas estão entre as mais antigas formações geológicas do planeta. Estima-se que tenham até dois bilhões de anos –para efeito de comparação, a separação dos continentes teve início há cerca de 200 milhões de anos.

 


Mais do que preparo físico, chegar ao Monte Roraima exige uma boa dose de determinação. O caminho até o monte é plano e a subida é relativamente fácil, já que não necessita de equipamento especial. Uma expedição ao local, porém, só deve ser realizada com guias que conheçam a área ou empresas que organizam grupos para a subida. 




 

 

 Segundo o arqueólogo Ari Silva, que trabalhou no plano de manejo do Parque Nacional do Monte Roraima na década de 1990, o tempo ideal para uma expedição deve ser dez dias. “Nas expedições de seis dias, a gente anda três para ir, sobe, desce correndo. A gente fica quebrado”, disse. 


Com dez dias, é possível andar pelo platô, que tem 90 quilômetros de extensão, e apreciar vista, flora e fauna do local, diz. No monte há várias espécies únicas de bromélias e orquídeas, pássaros e alguns mamíferos. Para quem não se importa com o frio, há muitas cachoeiras pelo caminho e até um lago, visitado por periquitos australianos no verão, segundo Silva.

 

Roteiro

Apesar de também estar no Brasil, o acesso ao Monte Roraima é feito pelo lado venezuelano. Para iniciar a expedição, é preciso pagar uma série de taxas, para recolhimento de lixo e ao Inpaq, espécie de Ibama da Venezuela, responsável pela administração dos parques do país vizinho. 

Nas expedições que organiza, Silva estabelece como ponto de parada no primeiro dia o Rio Paratepui. No segundo dia, a parada é no Rio Kukenã, nome do tepui vizinho do Monte Roraima. No terceiro dia, já no acampamento-base, tem início a subida. 

 

 

Para quem não tem pressa em chegar ao topo, uma boa dica é dormir durante a subida nos “hotéis” do caminho –grutas em que cabem até 25 barracas. Essa é uma forma de apreciar as formações de pedra do Monte Roraima. Entre as formações mais famosas estão as rochas que lembram figuras de animais e até de pessoas. 


                 Pedra do caracol no topo do monte; formações que                     lembram animais são comuns no local (Foto: Ari                     Silva/Arquivo pessoal)
Pedra do caracol no topo do monte; formações que lembram animais são comuns no local (Foto: Ari Silva/Arquivo 
Para a produtora rural Magali Kolmer, que subiu o monte no começo do ano, o lugar é um dos mais bonitos em que já esteve. “A vista é linda, mas faz um frio!”, disse. Ela esteve no Roraima em uma expedição de seis dias organizada por uma empresa venezuelana. “Foi maravilhoso.”