quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fotógrafo registra maior caverna do mundo no Vietnã; veja mais fotos

Fotógrafo registra maior caverna do mundo no Vietnã Usado como esconderijo na guerra, local foi redescoberto por exploradores em 2009.


 O fotógrafo britânico Carsten Peter fez registros inéditos das profundezas da caverna Hang Son Doong, no Vietnã, a maior do mundo. A passagem subterrânea é tão grande que seu fim ainda não foi encontrado.

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang, a cerca de 500 quilômetros da capital, Hanoi.
Caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters ) 

Peter acompanhou uma equipe da Associação Britânica de Pesquisa de Cavernas, que descobriu a entrada do local em 2009. A caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã.

As novas expedições mostram que o espaço tem pelo menos 4,5 quilômetros e chega a 140 metros de altura em algumas partes.
Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Por causa da descoberta, a passagem subterrânea vietnamita passou a ser considerada a maior do mundo, ultrapassando a Caverna do Veado, na ilha de Bornéu, que tem 1,6 quilômetro de comprimento e 91 metros de altura.

Peter, que é explorador há 35 anos, descobriu até mesmo uma floresta escondida dentro da caverna.
'Visitei tantas cavernas que perdi a conta, mas esta é certamente uma das mais únicas e incomuns que já vi', disse o fotógrafo.
Durante as expedições, as equipes encontraram estalagmites de mais de 70 metros de altura dentro de Hang Son Doong (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters) 



BBC






segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ilhas gregas: destinos de sonhos, lendas e encantos

Ilhas gregas são destinos de sonhos, lendas e encantos

A Ilha de Poros tem águas calmas e cristalinas
Foto: Divulgação

Com sua história milenar, Atenas exerce um forte fascínio nos turistas graças à grandiosidade de seus templos e ruínas. Ao mesmo tempo, as ilhas gregas provocam suspiros com as praias paradisíacas banhadas pelo mar Egeu. São mais de 6 mil espalhadas pela região, mas só cerca de 200 são habitadas. Rodeados por águas transparentes, os arquipélagos encantam. Luxuosas lanchas estão ancoradas por toda a parte, além disso, é possível ver gente bonita e bronzeada nas areias, saborear uma comida preparada com excelentes azeites e se deparar com um cenário cheio de ruínas e vestígios arqueológicos.

Santorini  (foto) é considerada a mais espetacular ilha grega e tem como principal característica seus penhascos. O passado trágico de erupções e abalos sísmicos construiu toda a beleza natural. A ilha se formou na cratera de um vulcão adormecido.


As praias variam por toda a ilha. Algumas são de areia branca, outras de areia negra ou vermelha. Várias são de rochas e cascalhos. As casas brancas penduradas nas encostas são a marca registrada do arquipélago. As ruas são estreitas e intrigantes. Os cafés ao ar livre são um programa à parte. E as tavernas e os restaurantes típicos oferecem românticos jantares à luz de velas.

"O destaque de Santorini fica para uma parte da ilha chamada Oia. O local é extremamente colorido, com vistas deslumbrantes para um mar sem igual. No final da tarde, assistir ao pôr do sol sentada na varanda de um dos bares locais é um excelente programa", garante a auditora Juliana Zillmann, de 30 anos, que já visitou as ilhas gregas duas vezes, e também conheceu Hydra e Poros, que ficam mais perto de Atenas.

A famosa lenda de Atlântida, a cidade submersa, tem uma de suas teorias inspiradas em Creta, a maior das ilhas gregas. Berço da civilização - muito desenvolvida para a época -, foi devastada por maremotos causados pela explosão do vulcão de Santorini séculos antes do nascimento de Cristo.
Ilha de Mikonos, Grécia
E quem se aventura pelo mar Egeu não pode esquecer de Mikonos, a mais famosa, procurada e badalada das ilhas gregas. O agito noturno é tão lendário quanto toda a arquitetura de casas bem preservadas. No centro, o que se vê é um labirinto de ruelas estreitas, de chão de pedra, butiques e lojas sofisticadas. É a ilha preferida da comunidade gay. Enfim, um território historicamente livre, no qual há praias onde o topless e o nudismo são comuns.

Acesso de barco é melhor
Atenas é o ponto de partida para a aventura. Em algumas ilhas, é possível chegar de avião, mas a maioria só está acessível de barcos, bem mais recomendável para ir admirando a bela paisagem. Há passeios saindo dos portos de Pireus e Rafina. As ilhas interessantes mais próximas são Poros e Hydra, sempre simpáticas e animadas. Já as mais bonitas ficam longe do continente. Vale saber que a melhor época para visitá-las é de abril até a primeira quinzena de outubro.

Pacotes
Ilhas Gregas - Atenas, Mykonos e Santorini
De 01/08/2011 a 25/10/2011
Hotéis categoria turística superior:
Atenas: President
Mykonos: Petassos Town Hotel
Santorini: Pelican Hotel
Quarto Duplo - a partir de US$ 3.115 por pessoa com café da manhã.

Passagem aérea em classe econômica pela Alitália; 3 noites de hospedagem em Atenas, 3 noites de hospedagem em Mykonos, 3 noites de hospedagem em Santorini; traslados em serviço privativo: do aeroporto ao hotel em Atenas, do hotel ao Porto Pireus em Atenas, do porto ao hotel em Mykonos, do hotel em Mykonos ao porto, do porto ao hotel em Santorini, do hotel em Santorini ao porto, do porto Pireus ao hotel em Atenas, do hotel ao aeroporto em Atenas; bilhete de hydrofoil em classe econômica emitido localmente para os trechos: Atenas (Pireus) / Mykonos, Mykonos / Santorini, Santorini / Atenas (Pireus); meio dia de visita panorâmica de Atenas, com guia local em espanhol; seguro viagem Plano Básico (Destino Mundo).

Não inclui taxas de embarque nem carregadores de bagagem (maleteiros). Valores e disponibilidade sujeitos a alteração sem prévio aviso. Informações: Stella Barros RJ, Tel: (21) 2430-1111.


Viajando sem problema
Não existem voos diretos entre o Brasil e a Grécia. Por isso, é preciso fazer conexão em alguma cidade europeia antes de seguir para Atenas.

Vacinação em dia
A Grécia não exige visto para brasileiros, mas tem cobrado o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela e o Seguro Saúde.


Só os bivolts
A voltagem utilizada na Grécia é de 220 V. Portanto, se for levar aparelhos elétricos use apenas os bivolts.

Terra

domingo, 31 de julho de 2011

Madri. Verão ao ar livre



No verão em Madri, jantares românticos, música antes do pôr do sol e passeios de bicicleta

MADRI - É só no verão que se pode desfrutar de um jantar romântico ao ar livre no Mirador del Thyssen, no Paseo del Prado 8 (metrô Atocha, reservas pelo telefone 91 429 39 84). E não é apenas o restaurante do museu que fica aberto até tarde. A exposição de Antonio López - um dos artistas mais bem cotados entre pintores e escultores espanhóis vivos, que assina as duas enormes cabeças de bebê, "Día" e "Noche", em frente à estação de trens de Atocha - inaugurou o tradicional horário de verão do Thyssen: as mostras podem ser visitadas até as 23h. Depois de ver as obras de López, pode-se jantar com calma: El Mirador funciona até a 1h da madrugada. Importante: no domingo, o Thyssen fecha mais cedo, às 19h, e às segundas-feiras, não abre. Outra alternativa para jantar ao ar livre depois de ver uma exposição é a terraza Balenciaga, do restaurante Bokado, no Museo del Traje (Avenida Juan de Herrera 2, metrô Ciudad Universitaria, reservas: 91 549 00 41).
Museu Thyssen: aberto até mais tarde no verão, assim como o restaurante ao ar livre em Madri/ Foto de Priscila Guilayn
Música antes do pôr do sol

Às 21h, no verão, ainda há luz natural. A essa hora, todos os domingos até 28 de agosto, os madrilenhos (ou não) se reúnem em volta do palco ao ar livre montado especialmente para os meses de julho e agosto no centro cultural Casa Encendida, dedicado à arte experimental. O programa se chama "La terraza suena" (algo como "O terraço soa"). Este ano, músicos como Baby Dee, Dirty Beaches, Washed Out e o grupo Downliners Sekt farão shows por 4 euros. A dupla de DJs Junior Boys, formada pelos canadenses Jeremy Greenspan e Matt Didemus toca seu pop sintético no último domingo de julho. Brian Shimkovitz, DJ americano apaixonado pela música africana, encerra a edição de 2011 do festival com a sessão "Awesome tapes from Africa". A Casa Encendida fica na Ronda de Valencia 2. Metrô: Embajadores.

Ao ar livre


A nova área de lazer Madrid Río, às margens do Manzanares, oferece um passeio guiado de bicicleta. São 13 quilômetros para serem percorridos em três horas. O tour começa às 18h no centro de turismo na Plaza Mayor 27, sempre às sexta-feiras, até o dia 30 de setembro.

É uma maneira diferente de conhecer a história do rio e seu arredores, por apenas 3,90 euros.

Vantagem sazonal

Poucos privilegiados costumam ter acesso ao terraço do Círculo de Bellas Artes, um monumento histórico e artístico nacional com vista panorâmica para a Gran Vía, a Plaza Cibeles e a Calle Alcalá (onde o prédio fica no número 32). Por isso, é preciso aproveitar a oportunidade: até setembro, o alto da construção deste centro cultural multisciplinar estará aberto ao público, das 11h às 14h e das 17h às 22h. Metrô: Sevilla. Ingresso: 2 euros.

Passeios de bicicleta às margens do Manzanes, Madrid Río/ Foto de Cristina Massari
E em Barcelona...
Dentro, há móveis vintage e paredes em estilo vitoriano. Do lado de fora, é um ambiente chill out arejado à beira da piscina. O bar-discoteca Angels and Kings, no sexto andar do Hotel Me, em Barcelona, a cargo do baixista da banda americana Fall Out Boys, Pete Wentz, é uma excelente opção para dançar e também conversar. No cardápio, coquetéis e tapas. O Me fica na Pere IV, tel. 272-286, no moderno distrito 22@. La Isabela, no Hotel 1898, é outra terraza trendy da capital catalã, com uma vista de 360 graus em plena Rambla, no número 109.



Priscila Guilayn (O Globo)

sábado, 16 de julho de 2011

Tambaba, a praia 'paraíso' da Paraíba

A praia de Tambaba é uma praia oficial de naturismo do Nordeste, sendo reconhecida pela Federação Brasileira de Naturismo – FBN. A mesma está localizada a 40 Km de João Pessoa, situada no município do Conde,com mar verde azulado, águas mornas, piscinas naturais, falésias de até 20 m de altura e vegetação agreste.

Em Tambaba o nudismo é visto como algo “natural” e acima de tudo com muito respeito. O banho de argila se acredita que é rejuvenescedor. Além disso Tambaba possui belas águas cristalinas e mornas, mais do que um convite para se banhar em suas piscinas naturais. Suas areias brancas com trechos polvilhados de conchas marinhas a qual permitem aos naturistas usufruí-las em longas caminhadas ou simplesmente deitar-se sobre elas e sentir a integração total com a natureza.


O local é separado em dois blocos divididos por uma barreira natural. A primeira é conhecida como “turistico-familiar”, onde o nudismo é opcional. Já a segunda opção é restrita a famílias e casais, onde o nudismo é obrigatório. Os Homens solteiros e desacompanhados, são expressamente proibidos de entrar na praia de Tambaba.


Dois bares/restaurantes permitem às famílias passarem todo o dia na praia tomando alguma bebida gelada e saboreando gostosos petiscos. Os naturistas de Tambaba obedecem a uma norma de boa conduta, onde prevalece o respeito entre todos. As fotos são permitidas apenas dos próprios grupos ou com a autorização daqueles que forem solicitados. As mesmas normas são para as filmagens.

Todos os anos, o local recebe milhares de adeptos do nudismo, mas reserva espaço também para os visitantes que preferem conhecer este paraíso vestidos.

Tambaba não tem grandes hotéis. A opção para os turistas são pequenas pousadas em estilo rústico espalhadas pela região, uma delas inclusive dentro da área naturista. Elas são equipadas com luz e telefone. O lugar também conta com restaurantes.

A melhor época para visitar a praia é entre outubro e maio, quando a temperatura é mais alta e o mar tem uma cor mais bonita. Nos meses de inverno, a chuva dificulta um pouco o acesso a Tambaba, já que os nove quilômetros que ligam o local à Jacumã são de areia batida, e o trânsito na estrada fica mais difícil.

Uma das mais belas praias da região, Tambaba é a primeira praia oficial de naturismo do Nordeste. Por isso, foi divida em duas partes: na primeira - pequenina, com pedras e piscinas naturais de águas verde-azuladas - não é permitido ficar nu. Já na segunda, tirar a roupa é obrigatório. Caso contrário, não se pode ultrapassar o posto de fiscalização que dá acesso à área dos nudistas, onde uma outra regra de conduta é observada: homens desacompanhados não entram. Mesmo quem não é adepto acaba não resistindo à curiosidade e à vontade de conhecer um dos recantos mais bonitos do litoral paraibano onde falésias, pedras e matas se misturam, formando um cenário único.

Fonte: Mundo das Tribos e outros

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cataratas do Iguaçu - Foz do Iguaçu, Paraná, BraSIL


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Portland: a maior e mais excêntrica cidade do Oregon

Portland: pequena, mas cheia de personalidade

Eclipsada por grandes cidades da Costa Oeste dos Estados Unidos, como Los Angeles, São Francisco e Seattle, a maior cidade do Oregon, Portland, tem personalidade própria - e se orgulha por ser excêntrica (é possível ver pichada nos muros a frase "keep Portland weird", uma campanha em prol da cultura local). A excentricidade lá é mesmo um elogio. Sede de boas escolas de artes, tem ótimas galerias para quem quer investir no trabalho de jovens artistas. O hype gastronômico está nas praças onde carrinhos e trailers vendem comida de todo tipo e nacionalidade, de peixes frescos a cervejas. E os apreciadores da cevada têm em Portland um playground: há 35 cervejarias, a maioria aberta à visitação. Com uma natureza deslumbrante, a cidade é uma ótima opção para quem quer conhecer um pouco mais da Costa Oeste.

Gastronomia global na pracinha

Nas ruas centrais de Portland, você certamente será parado por jovens ativistas, cheios de argumentos para lhe convencer de que a causa deles é a mais urgente. É irresistível, e até engraçado. Acabei adotando um menino colombiano com uma mensalidade de US$ 20. Ali na praça principal, a Pioneer Square, ocorrem os maiores eventos da cidade, como festivais de música e uma feira de frutas, verduras e artesanato às segundas-feiras.


No centro também há alguns pontos de food carts, carrinhos de comida. Só na rua SW Alder, você encontra culinária da Bósnia, no Ziba's Pita's; do Vietnã, no Mai Pho; da Grécia, no Aybla Mediterran (os "gyros", wraps gregos, são uma febre); da Tailândia, no Sawasdee; da Alemanha, no Altengartz; da Turquia, no Ali Baba's; e vários mexicanos. Também existem carrinhos especializados em pratos, como o SomTum Gai Yang, que faz a salada homônima tailandesa de mamão verde picante. Os pratos dificilmente custam mais de US$ 10. Parece que, em Portland, ninguém está a fim de comer em restaurantes sem motor. São mais de 500 espalhados.

Bom é que a proporção de carrinhos é equivalente a de praças e parques, então sempre há um banco sobrando. Acompanhando 12 quarteirões no Centro, o South Park Blocks é uma área bucólica no meio da cidade.


A natureza, aliás, se sobressai no cenário de Portland. O Washington Park é tão grande que, quando foi fundado no século XIX, foi considerado um elefante branco: era muito selvagem para sediar piqueniques. Só depois, quando construíram passagens e iniciaram um serviço de ônibus, é que o parque se tornou popular. O transporte é mesmo necessário, pois é fácil se perder, distraído com a vegetação de coníferas. Dá para andar quilômetros sem ver uma alma viva. Dentro do parque, fica o Oregon Zoo, com mais de dois mil animais e uma área dedicada só à fauna da região, com pumas, alces e ursos.


Na paisagem, só disputam com as florestas as 12 pontes de Portland, cortada pelos rios Willamette e Columbia. Do Waterfront Park, uma espécie de calçadão à beira-rio, dá para ver a Morrison (de 1958) e a Hawthorne, uma das únicas pontes móveis que ainda funciona, de 1910. Antes de levantar, ela emite um alarme para alertar os motoristas e pedestres - o tipo de coisa que é melhor assistir de longe mesmo. No subúrbio, a St. Johns é um achado para os fotógrafos: a ponte suspensa de 1931 tem a cor verde-pálido para se misturar à vegetação. O pôr do sol a destaca mesmo assim.

A Freemont Bridge é a mais moderna, de 1973, e tem um arco "abraçando" a passagem - fica no Pearl District, área antes industrial e agora renovada com a presença de antiquários e galerias de arte em seus galpões. O bairro está no noroeste da cidade, a uns 20 minutos da caminhada do centro, e é cheio de cafés, pubs, lojas de roupa e acessórios. Galerias como a Froelick e a Dapper Frog valem a visita nem que seja só para olhar. Mas o melhor é que os preços de obras de arte são viáveis ali - já que muitos são artistas de escolas como a The Art Institute, que também tem galeria na região, entre outras.

Ainda no Pearl, a Cargo tem 1.800 metros quadrados de antiguidades e impressiona com cores vibrantes e acessórios que nem sempre dá para entender o propósito. Revistas japonesas da década de 1980? A Cargo tem. Chaleiras multicoloridas? Também. Altares, velas, móveis, sombrinhas - falta até espaço para tanta importação, principalmente da Ásia e do México. Mais discreta, a Bonnet Boutique pode facilmente passar despercebida. A pequenina loja de chapéus vende Panamás que de forma alguma se confundiriam com os do ex-namorado da Madonna Jesus Luz. Boinas e até viseiras são irresistíveis. O bairro está em efervescência e sempre tem lojinha nova.
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Mas, se você é um fanático por livros, é possível que só vá conseguir aproveitar uma atração da cidade: a Powell's, uma das maiores livrarias independentes do mundo. Os números impressionam: são seis lojas em Portland. A principal, em uma área central, chama-se "cidade dos livros". Não à toa: são mais de seis mil metros quadrados e um milhão de livros organizados em 122 seções. Novos e usados ficam lado a lado nas prateleiras - e é possível encontrar raridades como um conto de Charles Bukowski ilustrado por Robert Crumb, publicado pela finada editora alternativa Black Sparrow Press na década de 1980. A livraria fecha às 23h, mas há relatos de clientes que quiseram passar a noite por lá.

Cidade tem 35 cervejarias, que promovem degustações

Em qualquer época você encontra um festival ou evento dedicado a cervejas em Portland. No final de julho, acontece um dos principais: o Oregon Brewers ( www.oregonbrewfest.com ), com 80 cervejarias artesanais do mundo oferecendo degustações pagas.

A região metropolitana de Portland tem mais cervejarias que qualquer outra no país: são 35. No estado inteiro, são 81. A maioria das cervejarias é artesanal, com grande quantidade de rótulos. O consumo local é significativo também: o pequeno estado é o quarto maior mercado nos Estados Unidos.

As locais mais bem cotadas ficam no sudeste da cidade. Você pode visitar a Hair of the Dog Brewing Company (61 SE Yamhill Street) e provar as variedades. Pertinho, tem a Cascade Brewing Barrel House (939 SE Belmont St). No site da última, aliás, você confere as mais recentes variedades produzidas (e o que tem em cada torneira de chope).

Outro famoso nome na cidade é o chope que foi eleito o melhor do mundo em uma votação anual da revista "Men's Journal" americana, a lager orgânico Hopworks Urban Brewery na mesma região (2.944 SE Powell Blvd). Dá para emendar no roteiro.

Na onda dos food carts, não poderia faltar o beer cart. A microcervejaria Captured by Porches (capturedbyporches.com) é um negócio do casal Suzanne Moodhe and Dylan Goldsmith. Eles produzem oito tipos da bebida feitas com lúpulos locais, em garrafas retornáveis. Os rótulos são extravagantes mas os aromas, frutados e suaves.

Um pouco de Borgonha no Oregon

Ainda raros no Brasil, os vinhos do estado americano do Oregon vêm ganhando prestígio, especialmente os produzidos com a uva pinot noir, que ali encontra ótimas condições para se desenvolver. Outra uva da Borgonha, a chardonnay, também tem dado origem a vinhos cada vez melhores nessa região fria, com grande variedade de solo, topografia e clima, o que resulta em bebidas bastante diferentes entre si. São duas as principais regiões, cheias de vinícolas abertas aos visitantes: o Rogue River Valley, ao sul de Oregon, e Willamette Valley, mais ao norte.

O Oregon hoje tem 16 American Viticultural Areas (AVA), que são as zonas vinícolas demarcadas, atrás apenas da Califórnia, com aproximadamente cem. Um dos maiores nomes da Borgonha, pátria da pinot noir, reconheceu o potencial do terroir desse estado frio para produzir bons vinhos com essa uva, e se instalou lá. Hoje o Domaine Drouhin, em Willamette, criado em 1988, é um dos grandes produtores. Esse é um dos poucos rótulos do Oregon disponíveis no mercado brasileiro, importado pela Mistral.

- O Drouhin é o grande destaque do Oregon, superpontuado mesmo pelos franceses. Tem um quê de Borgonha, um pouco mais quente e alcoólico. Com alguns anos de garrafa, remete a alguns bons Borgonhas - diz Dionisio Chaves, sommelier do restaurante Duo, na Barra, um dos maiores conhecedores de vinhos americanos no Brasil.

Outro grande produtor é a Adelsheim Vineyard, em Yamhill County, que além de fazer um belíssimo pinot noir tem ótimos rótulos com riesling e pinot gris. É possível fazer visitas guiadas de uma hora e meia à vinícola, passando por vinhedos, tanques de fermentação e sala de barrica, onde o vinho descansa em madeira antes de ser engarrafado.

- O inverno frio e verão ameno permitem a produção de vinhos elegantes, frescos e complexos quando evoluídos. A sub-região de Willamette produz dois terços dos vinhos do Oregon, e são os melhores - comenta o sommelier, que lista seus rótulos preferidos. - Os vinhos que mais me impressionaram foram o chardonnay Cuvee Arthur 2007 Domaine Drouhin, denso mas com bastante frescor. O Iris Hill Pinot Gris 2006, tem notas de mel e flores mas é seco e com frescor excelente. Também gostei do A to Z Pinot Noir 2008 A, com boa estrutura e equilíbrio. O Pinot Noir Sophie Edition 2006 parece um belo Borgonha - cita Dionisio.

Mas não vive apenas de pinot noir e chardonnay a viticultura do Oregon. Há produtores, especialmente os mais novos, como a Abacela Vineyards, que apostam em uvas como tempranillo, dolcetto, cabernet franc e syrah.

SERVIÇO:

COMER E BEBER

Food carts: Há mais de 500 na cidade. Confira o guia www.foodcartsportland.com .

Cervejarias: O site http://oregonbeer.org reúne todas as cervejarias e festivais da cidade.

COMPRAS E LAZER

Pioneer Square:701 SW 6th Avenue. Tel. (503) 223-1613. www.pioneercourthousesquare.org

Washington Park: Vá de metrô e pare na estação homônima. Entrada gratuita. www.washingtonparkpdx.org

Oregon Zoo: A estação de metrô Washington Park tem saída em frente ao zoológico. Ingressos por US$ 10,50 (adultos). www.oregonzoo.org

Froelick Gallery: 714 NW Davis Street. Pearl District. Tel. (503) 222-1142. www.froelickgallery.com

Dapper Frog: 915 NW Davis Street. Pearl District. Tel. (503) 224-4000. www.dapperfrog.com

The Art Institute: 1.122 NW Davis Street.Tel. (503) 228-6528. artinstitutes.edu/portland

Bonnet Boutique: 412 NW 11th Avenue. Tel. (503) 954-2271.

Cargo: NW 13th Avenue. Tel: (503) 209-8349. www.cargoimportspdx.com

Powell's: 1.005 W Burnside Street. Tel. (503) 228-4651. www.powells.com


O Globo
Fernanda Dutra

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Zhujiajiao, na periferia de Xangai: a Veneza do Oriente

Zhujiajiao, a Veneza do Oriente, fica nos arredores de Xangai e merece uma visita

Claudia Sarmento

TÓQUIO - Capital empresarial chinesa, símbolo maior da economia que mais cresce no mundo, muita gente vai a Xangai só a negócios e mal tem tempo de ver o (pouco) que restou da China antiga. Para quem tiver uma brecha na agenda, vale muito a pena encaixar uma visita à cidadezinha de Zhujiajiao, na periferia de Xangai. O lugar, cortado por canais, tem mais de 1.700 anos de história e é definido pelos guias como "a Veneza do Oriente". A comparação é meio exagerada, mas o passeio é uma graça. A população local vive e trabalha nas casas de madeira, erguidas durante as dinastias Ming e Qing. A cidade é ligada por pequenas pontes, bem românticas. Templos e jardins da nobreza, transformados em museus, estão entre as principais atrações de Zhujiajiao, assim como os restaurantes, muito populares entre os próprios chineses. As lanternas vermelhas colorem o local. É um alívio para quem se sente asfixiado pela poluição e os arranha-céus de Xangai.

HOTELARIA: O luxo do Oriente mais perto do Brasil


APOSTAS
Os points do futuro. O site da CNN dedicado a viagens à Ásia (www.cnngo.com) listou os lugares que prometem se transformar nas próximas grandes atrações turísticas do continente. Anote os nomes, ainda desconhecidos, mas que estão investindo pesadamente em turismo: Marinduque, uma ilha vulcânica de praias paradisíacas nas Filipinas; Phu Quoc, ilha no Vietnã, ótima para mergulhos; Ho Tram Strip, também no Vietnã, onde uma costa ainda pouco explorada foi escolhida para abrigar cassinos-resorts ao estilo Las Vegas, e Hainan Island, na China, apelidada de "Havaí chinês".

GASTRONOMIA
Os melhores da Ásia. A lista San Pellegrino, que elege os melhores restaurantes do mundo e botou o D.O.M, de Alex Atala, em sétimo lugar, passou a prestar mais atenção na Ásia. Pela primeira vez, o continente - já consagrado pelo Michelin - teve quatro representantes entre os 50 nomes. O Les Creations de Narisawa, que oferece em Tóquio um fantástico cardápio inspirado na cozinha molecular, foi considerado o 12 melhor do mundo. O Nihonryori RyuGin, também na capital japonesa, ficou em 20 lugar. O Iggy's, de Cingapura, e o Amber, de Hong Kong, completam a participação asiática na lista (respectivamente os números 27 e 37 da seleção). Não é uma performance ruim para uma região que foi totalmente ignorada quando a escolha da San Pellegrino começou, em 2007.

MÚSICA
Heróis da resistência. Quem desembarca na estação de Shinjuku, a maior do metrô de Tóquio, fica de boca aberta quando se depara com a imensa loja da Tower Records, logo na saída EastSouth. Se nos EUA a rede faliu, no Japão a marca é independente da cadeia americana e resiste bravamente. Só a loja de Shinjuku tem sete andares, com todos os tipos de CDs e DVDs que se pode imaginar. O bairro é caótico e delicioso ao mesmo tempo, um passeio obrigatório, mas é comum os visitantes desistirem de bater perna por suas ruas para passar o dia trancafiados na Tower Records.

O Globo