sábado, 20 de outubro de 2012

Poços de Caldas: No friozinho da Serra Mantiqueira, o destino mineiro possui muitos outros atrativos além das águas termais


Poços de Caldas: cidade de propriedades terapêuticas
No friozinho da Serra Mantiqueira, o destino mineiro possui muitos outros atrativos além das águas termais
Poços de Caldas - A Cidade das águas
Situada no interior de um extinto vulcão, a 1.186 metros acima do nível do mar, a cidade mineira de Poços de Caldas ganhou fama como destino turístico por conta de suas fontes termais. As àguas sulfurosas (ricas em enxofre) que brotam da terra são conhecidas suas propriedades terapêuticas e atraem milhares de turistas.

O imponente edifício das Thermas Antônio Carlos data de 1931


A época áurea de Poços de Caldas data da década de 1930, com a inauguração do Palace Casino, do Hotel Palace e das Thermas Antônio Carlos, e se estende até 1946, quando o jogo foi proibido no Brasil. Neste período, diversas personalidades frequentavam a cidade. Carmem Miranda, Getúlio Vargas, Santos Dumont e Juscelino Kubitschek foram alguns dos figurões que passaram por lá.

Hoje, Poços de Caldas não tem suas atenções voltadas somente para o turismo e apresenta uma boa oferta de serviços, bares e restaurantes e centros de compras, com destaque para a venda de cristais. Com temperaturas amenas o ano inteiro, a cidade é uma opção para quem quer passar o inverno em meio à Serra da Mantiqueira, relaxando em banhos de imersão.


A época áurea de Poços de Caldas data da década de 1930, com a inauguração do Palace Casino, do Hotel Palace e das Thermas Antônio Carlos, e se estende até 1946, quando o jogo foi proibido no Brasil.
Neste período, diversas personalidades frequentavam a cidade. Carmem Miranda, Getúlio Vargas, Santos Dumont e Juscelino Kubitschek foram alguns dos figurões que passaram por lá.

Hoje, Poços de Caldas não tem suas atenções voltadas somente para o turismo e apresenta uma boa oferta de serviços, bares e restaurantes e centros de compras, com destaque para a venda de cristais. Com temperaturas amenas o ano inteiro, a cidade é uma opção para quem quer passar o inverno em meio à Serra da Mantiqueira, relaxando em banhos de imersão.

Águas termais


Poços de Caldas conta com dois complexos termais, as Thermas Antônio Carlos e o Balneário Dr. Mário Mourão, onde são oferecidos os banhos nas águas sulfurosas, com propriedades sedativa, descongestionante, antiinflamatória, anti-séptica, cicatrizante, desintoxicante, antialérgica e expectorante.

Inaugurada em 1931, a Thermas Antônio Carlos, localizada ao lado do Palace Casino e do Hotel Palace, oferece também serviço de sauna, massagem, inalação e limpeza de pele.

Espalhadas pelo centro da cidade, encontram-se várias fontes de águas ricas em sais minerais. Algumas delas são potáveis e podem ser bebidas com moderação. Uma das mais visitadas é a Fonte dos Macacos, cuja água sulforosa tem forte odor, mas é límpida e brota do solo a uma temperatura de 41ºC. O cartão-postal da cidade é a Fonte Eduardo Paiva, iluminada durante a noite. A preferida dos casais é a Fonte dos Amores. Fundada em 1929, tem uma estátua de dois jovens abraçados. [Leia mais sobre os benefícios das águas termais ]

Além das águas


Divulgação
 A cidade de Poços de Caldas é repleta de praças e bosques

O centro tranquilo e arborizado de Poços de Caldas é ideal para ser explorado a pé. Tombados pelo Patrimônio Histórico Municipal e Estadual, os edifícios do Palace Hotel, que hoje pertence ao Grupo Carlton Plaza, do Palace Casino, que abriga a Secretaria de Turismo, e do Thermas Antônio Carlos, impressionam pela beleza arquitetônica.

O Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas, que guarda em seu acervo mobiliário e fotografias dos primeiros moradores, está sediado também em uma bela mansão.
A cidade conta também com belos parques e praças. Da Praça Getúlio Vargas, que guarda um relógio floral, saem os passeios de charretes pela cidade. Já a Praça do Xadrez, como o nome indica, tem peças gigantes do jogo, que podem ser manuseadas pelos jogadores.

As principais atrações de Poços de Caldas, além das termas, estão fora do centro da cidade. O parque da Serra de São Domingos, com 1.686 metros de altitude, conta com trilhas, rampas de voo livre e paraglider. No topo, há uma estátua do Cristo Redentor. O acesso a ela é feito de teleférico, que parte do Palace Hotel. No pé da serra, há um jardim japonês, com lago com carpas e casa de chá.

Localizada a 5 quilômetros do centro, no ribeirão das Antas, está a cachoeira Véu das Noivas, formada por três quedas d’águas. No local, pode-se fazer passeios de trenzinhos. O acesso até as corredeiras é facilmente realizado por charrete, carro ou ônibus.

Compras


Para os que não conseguem deixar de levar uma lembrançinha de viagem, será impossível não comprar os cristais de vidro trabalhado, uma tradição antiga na cidade. Os donos das fábricas de vidro da cidade são descendentes de famílias de vidreiros artísticos naturais da Ilha de Murano, perto de Veneza, na Itália. Quem tiver curiosidade de conhecer o processo de fabricação, é possível visitar algumas fábricas, como a Ca D’Ouro. Outro produto artesanal tradicional na cidade são os sabonetes, que levam na fórmula a água sulfurosa da região.

Aos domingos e feriados, é realizada a Feira de Arte e Artesanato com cerca de 500 expositores que vendem diferentes artigos produzidos na região.

Camila Sayuri, iG São Paulo

Serra Gaúcha. Paisagem tipicamente européia no Brasil


Os cânions da Serra Gaúcha
Canyon do Itaimbezinho e/ou Fortaleza - Parque Nacional Aparados da Serra e Serra Geral (o maior da América Latina).

Muita gente já ouviu falar do Grand Canyon, nos Estados Unidos, mas nem todo mundo sabe que o Brasil também tem lá seus grandes desfiladeiros. E que também impressionam bastante. Quem já esteve na Serra Gaúcha, diante dos cânions dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e de Serra Geral, há de concordar. Mesmo assim, a maioria dos turistas que visita Gramado e Canela para curtir o charme do inverno no Sul nem se dá conta que do outro lado daqueles montes, a 120 km dali, esconde-se uma das paisagens mais espetaculares do Brasil.

Basta tentar lembrar quantas vezes você já ouviu falar dos cânions brasileiros. Provavelmente não muitas. A região começou a atrair alguma atenção nacional somente depois que a Globo exibiu as paisagens no seriado A Casa das Sete Mulheres, em 2004, muito embora o palco das batalhas da Guerra dos Farrapos tenha sido longe dali.

O curioso é que os tais cânions estão lá postados há milhões de anos, desde que sucessivos terremotos sacudiram a terra, abrindo grandes fendas no solo, e posteriormente, com a ação paciente das águas, deram origem a uma seqüência de abismos que se estendem por quase 250 km. Juntos, compõem um imenso degrau geográfico, de paredões espantosamente vertiginosos, em alguns pontos com quase mil metros de altura, que separa o planalto gaúcho da planície de Santa Catarina, já quase ao nível do mar.

Os rios que correm nos campos de cima da serra despencam dentro dos precipícios formando belíssimas cachoeiras, como a Véu de Noiva e a das Andorinhas, que desabam no cânion do Itaimbezinho. No Brasil todo uma comparação grosseira poderia ser encontrada apenas na Chapada Diamantina.

Serra Gaúcha: e onde fica?
O Rio Grande do Sul é o estado mais ao sul do País, e está localizado estrategicamente entre Rio de Janeiro, São Paulo e as capitais platinas Buenos Aires e Montevidéu, assumindo assim a condição de capital do Mercosul. O acesso às cidadezinhas se dá por estrada asfaltada entre 113 km e 140 km da capital do Rio Grande do Sul. O local é formado por altas serras, e por estar localizada em uma zona temperada do Brasil, seu clima é frio. Durante o inverno, as temperaturas alcançam de 0 C a - 10 C, e a ocorrência de nevascas são comuns.

Quando ir: 
No inverno, é mais raro acontecer as cerrações que cobrem a visão para os cânions. Os dias são limpos e o céu estoura em azul.

Em compensação, a temperatura cai bastante no alto da Serra.Os campos amanhecem cobertos de gelo e o frio pode chegar até os -5ºC negativos nas madrugadas. Julho é alta temporada e os preços das pousadas ficam mais caros, mas nada proibitivo. Conhecer os cânions é uma viagem relativamente barata. Setembro chove bastante.

Mas a partir de outubro, a temperatura começa a subir e os passeios ficam bem agradáveis. O verão tem a vantagem dos banhos de cachoeira, mas os nevoeiros ao final da tarde são quase certos.
Influências da cultura européia

Na região das Serras, a cultura é dividida em três regiões culturais: 

Região gaúcha 
Foi a única região das serras que não sofreu a influência dos imigrantes europeus. Aqui a cultura gaúcha continua predominante, semelhante à região dos pampas. Características gaúchas, como o habito de tomar chimarrão e fabricas de couros encontradas em cidades como São Francisco de Paula e São José dos Ausentes são completadas pela paisagem, formada pelos cânions de Itaimbenzinho, Fortaleza e Malarca.

Região alemã 
Nas Serras Gaúchas é possível escutar brasileiros falando em alemão ou italiano. A região alemã, também chamada de Região das Hortênsias, engloba cidades como Gramado, Canela e Nova Petrópolis. Guarda diversos aspectos da colonização alemã. Os imigrantes que que aqui chegaram a partir do século XIX, em sua imensa maioria, eram alemães, oriundos da Renânia (Hunsrück), da Pomerânia, Saxônia, Baviera, Prússia e Boêmia.

Região italiana 
A região italiana, também chamada de Pequena Itália, engloba cidades como Garibaldi, Carlos Barbosa, Bento Gonçalves, Flores da Cunha, Farroupilha e Caxias do Sul. Começou a ser colonizada em 1875, quando ali chegaram os primeiros imigrantes italianos. Como os alemães colonizaram as terras baixas, os italianos tiveram que subir as serras e povoar as terras altas.
O passeio de Maria Fumaça na Serra Gaúcha se caracteriza pela mistura de alegria, animação e nostalgia. Passando pelas cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa, os 23 quilômetros do passeio que tem duração de 2 horas, reservam além de belas paisagens, shows, música e gastronomia local.

Conheça a Serra Gaúcha
As cidades da Serra Gaúcha contam com uma paisagem tipicamente européia. Todas as cidades encantam com a natureza privilegiada, povo hospitaleiro, ótima estrutura turística e grandes festas. As principais cidades da Serra Gaúcha sofreram influências alemãs e italianas. Na porção alemã, destacam-se Nova Petrópolis, Gramado e Canela. O circuito italiano, marcado pelas parreiras, é composto por Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, e Garibaldi. Confira abaixo o que ver e aproveitar em cada cidade.

Nova Petrópolis 
Vista da região rural de Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha.
Detém hoje o título de Jardim da Serra Gaúcha por tratar-se de uma das cidades mais floridas da região, além de possuir exuberantes pontos turísticos naturais, como a Cascata Johann Grings, o Paredão Malakoff, o Labirinto Verde, o Pinheiro Multissecular e a rampa de Vôo Livre Ninho das Águias. Não dispense o café colonial de Nova Petrópolis- mesa repleta de pães, bolos, doces, geléias e outras delícias. A cidade é o maior centro produtor de malhas da região Sul, aproveite as ofertas. Visite também a Aldeia do Imigrante, parque que reconstitui uma colônia alemã do século XIX.


Gramado 
Gramado é uma cidade marcada por muitas belezas, possuidora de riquezas naturais exuberantes, sendo o maior pólo turístico do Rio Grande do Sul e um dos mais importantes do Brasil. É famosa pelo chocolate caseiro, pela Avenida Borges de Medeiros, repleta de lojinhas, floreiras e chafarizes e por ser um centro de grandes eventos (congressos, seminários e encontros) além de sediar anualmente um dos mais tradicionais festivais de cinema da América Latina: o Festival Brasileiro e Latino de Cinema.

Canela 
A 8 quilômetros de Gramado , Canela oferece diversas atividades ligadas à natureza como o rafting, canyoning e escalada Além dos chocolates, lã, artesanato e artigos em couro. O frio típico do local dá um charme a mais à essa cidade.

Caxias do Sul 
Conheça vinícolas, castelos, cachoeiras, rios, museus como o Municipal e da Uva e do Vinho, grutas, santuários ecológicos, cânions, igrejas, vila de presépios, tradicionalismo gaúcho e italiano, unidos nas mais lindas paisagens do sul, saborear comidas típicas como o galeto e passear pelas mesmas trilhas feitas há 130 anos quando os primeiros imigrantes italianos chegaram a Caxias do Sul. Tudo isso você encontra em Caxias do Sul!

Bento Gonçalves 
Maior produtora de vinhos finos do Brasil, Bento Gonçalves recebe os visitantes com suas vinícolas de portas abertas. Veja como são feitas as bebidas e participe de degustações.

Garibaldi 
Cidade da champanhe, Garibaldi fundiu etnias européias como suíços, italianos, austríacos e poloneses com conterrâneos braçais para virar um dos mais refinados destinos brasileiros.

Carlos Barbosa 
Conhecida como a Terra do Queijo, a cidade preferiu ficar com o acompanhamento preferido de quem toma vinho, os queijos. E, para cortar os queijos, também produz as facas e uma infinidade de outros artigos nessa área, pois é a cidade berço da Tramontina e onde esse grande grupo industrial possui sua sede.

Farroupilha 
A 18 km de Caxias do Sul, completa o núcleo italiano. Farroupilha tem os melhores centros para compras de malhas da Serra Gaúcha.

Serra Gaúcha: prazeres gastronômicos
A região das Serras Gaúchas oferece prazeres gastronômicos, como o chocolate artesanal, os fondues e os cafés coloniais, além da comida típica italiana e alemã. Tudo isso num cenário farto de morros, vales e construções em estilo bávaro e enxaimel. Isso sem falar da influência da gastronomia italiana e alemã e variedade dos pães, carnes, massas e o extraordinário vinho local. Muito vinho.

Todas as cidades da Serra Gaúcha oferecem diversas opções gastronômicas, uma mais irresistível que a outra. Caxias do Sul resume sua gastronomia como simples e autêntica, uma vez que reúne fortes influências italianas, como temperos e molhos, a tradicional polenta, o apetitoso galeto e o famoso sagu de vinho como sobremesa. Bento Gonçalves transporta os turistas para a época de colônia com os variados produtos da região: queijo, sopa, salame, doces em calda, geléias e compotas. Em Garibaldi faça um passeio entre vinhas e vales chamado Estrada do Sabor, passando por grutas e capitéis, degustando os produtos coloniais e os bons vinhos da terra.

Em Canela, o que se destaca são os cafés coloniais, opções da culinária alemã e italiana, doces e chocolates caseiros e vinhos. Gramado possui uma incrível variedade de restaurantes, desde pratos locais até internacionais. Há churrascarias típicas gaúchas até estabelecimentos especializados em culinária alemã, italiana e suíça, casas de chá e fondues. O famoso café colonial, os chocolates e a mesa farta misturam os aromas italianos, alemães e suíços e levam o visitante a querer experimentar todos os sabores do lugar.


Serras gaúchas: o Vale dos Vinhedos e dos Parques Temáticos
O Vale dos Vinhedos na Serra Gaúcha, entre as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, é caracterizada pela influência dos descendentes de imigrantes italianos que foram os pioneiros da vinicultura brasileira. Os imigrantes italianos chegaram à região por volta de 1875 e aos poucos a paisagem foi transformada pelos imensos parreirais, de onde saem as uvas para a produção dos melhores vinhos e sucos de uva in natura do Brasil.
No Brasil das temperaturas mais baixas, o clima de inverno aquece Gramado, Canela e Bento Gonçalves, cidades geladas, acolhedoras e repletas de atrações. Diferente de outras serras brasileiras que tem estrutura preparada para receber casais, no sul há atrações – e quantas! – para turistas de todas as idades.


A região colonizada por alemães e italianos guarda até hoje lembranças vivas desse e de outros tempos. Gramado, especialmente, tem uma infinidade de museus que contam não só a história da região como também de artigos curiosos do mundo todo. Comece sua visita pela Avenida das Hortênsias, onde, provavelmente, passará grande parte da viagem. O primeiro museu da rua está na loja de perfumes Fragram.

Alguns metros adiante, um outro aroma pede uma parada. Trata-se do Museu do Chocolate, anexo à fabrica da Prawer, uma das primeiras de chocolate caseiro do país.

Enquanto as mulheres perdem a linha na, quase fantástica, fábrica de chocolates, o sexo oposto arregala os olhos do outro lado da calçada, onde está o Hollywood Dream Cars. Inaugurado em 1997, o museu tem mais de 30 exemplares de automóveis clássicos antigos, com modelos originais dos anos dourados de Hollywood e da indústria automobilística americana das décadas de 20 a 60.

A essa altura as crianças já estão impacientes e inquietas. Leve-as para conhecer o encanto de uma cidade em miniatura e a Aldeia do Papai Noel. O Mini Mundo, construído pelos Höppner, uma família de imigrantes alemães que se instalou em Gramado em 1952 – também proprietária de uma simpática pousada na cidade, a Rita Höppner – tem castelos europeus, estações ferroviárias, igrejas, casas e aeroporto entre as 140 construções, 24 vezes menor do que o tamanho real.

Se Gramado e Canela têm atividades para toda a família, em Bento Gonçalves as crianças podem se sentir deslocadas em alguns momentos. Lá o maior atrativo são os vinhos, que dão fama mundial ao lugar, conhecido como Vale dos Vinhedos. Ali estão instaladas mais de 20 vinícolas abertas à visitação.


UM VINHO E UM BANHO OU UM BANHO DE VINHO

O Vale dos Vinhos e também, porque não dizer, dos parques temáticos pode ser definido como vale gastronômico. Herança dos imigrantes alemães e italianos, as mesas fartas são referência e patrimônio em Gramado, Canela e Bento. O friozinho e os restaurantes românticos são um convite a um fondue. Na hora de escolher a melhor casa, tente fugir das armadilhas e opte pelas mais tradicionais, como o Belle du Valais e Le Petit Clos. Esses são, ao lado de outros como o restaurante da Pousada La Hacienda e do Bouquet Garni, os mais caros da região. Mas sem motivos para pânico. Escondidinhos em meio à natureza, a Cantina 28 e o Le Jardin têm também boas opções de pratos mais em conta.

A hora do descanso, enfim, mais do que merecida e esperada, não deixa os vinhos passarem despercebidos. Muitas vinícolas da região de Bento Gonçalves tem, anexas, pousadas acolhedoras, como a Casa Valduga, com 21 apartamentos de onde dá para colher um belo cacho de uva da varanda.

A bebida tem até um Spa com tratamentos vinoterápicos, acredite. O Spa do Vinho Caudalie inaugurado em 2007, é a primeira filial da América Latina da famosa clínica francesa, com 104 quartos, piscina, ofurô, dois restaurantes e o spa com inúmeros tratamentos com vinho.

Quem procura terapias tem como opção também o Kurotel, que mantêm, há 25 anos, uma equipe de médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e profissionais da área de estética prontos para atender hóspedes em busca de saúde preventiva e tratamentos estéticos.


As 10 mais belas pontes do planeta


Top 10: as mais belas pontes do planeta
Construções primam por arquitetura e engenharia

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Arquitetura ou engenharia? Espalhadas por todos os cantos do mundo, as pontes fazem parte da história da humanidade, e costumam ser associadas, sobretudo, à sua função - a de vencer obstáculos naturais ou construídos, como rios, vales ou até bairros inteiros. Mas muitas delas são conhecidas por sua beleza e, também, pela quebra de recordes. Listamos abaixo as 10 pontes que, por um motivo ou outro, podem ser consideradas as mais incríveis do planeta. Confira!

1. Henderson Waves, Singapura


Com 36 m de altura, a ponte Henderson Waves é a passarela de pedestres mais elevada de Singapura. Foi construída para unir dois dos principais bairros da cidade, o Mount Faber e o Telok Blangah Hill. Seus sete volumes ondulados, além de criarem uma identidade única, funcionam como salões onde os transeuntes podem se sentar e observar a paisagem. Durante a noite, a iluminação com lâmpadas LED cria um efeito visual único entre as ripas de madeira amarelada que definem a ponte.
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2. Juscelino Kubitschek, Brasília

Também conhecida como Ponte JK, a estrutura atravessa o Lago Paranoá em um percurso com mais de 1.200 m, sendo um dos principais símbolos de Brasília. Inaugurada em 2002, conecta as áreas do Paranoá, do Lago Sul e do São Sebastião ao Eixo Monumental.

O posicionamento dos arcos transversais à pista e alternados entre si perturbam o olhar de quem espera a simetria monótona. Quem cruza a ponte em cada ponto da travessia se defronta com uma perspectiva inusitada. O estilo Niemeyer está presente: curvas suaves e sensuais, leveza, aço e concreto, vãos livres ousados, monumentalidade, assimetria controlada. _________________________________________________________________________

3. Millau, França

Mais elevada ponte de veículos do planeta, o Viaduto de Millau tem 343 m de altura e foi projetado pelo arquiteto inglês Norman Foster, em parceria com o engenheiro francês Michel Virlogeux. Feita para facilitar a travessia do vale do rio Tarn, ela é uma grande ponte suspensa feita de diversas estruturas estaiadas, e, por isso mesmo, é considerada uma das principais obras de engenharia do século 20.

Pesa 400.000 toneladas, resiste a ventos de 210 kilômetros por hora, custou 300 milhões de euros. Localizada a sudeste da França, supera em altura a célebre Torre Eiffel. Desafiando as leis da física, ultrapassando a dificuldade ortográfica do valle do río Tarn, a ponte tem 2.460 metros de autopista A-75 para descongestionar o tráfego e diminuir em mais de 100 kilômetros a rota que conecta París com o Mediterrâneo  Sete países europeus  entre eles Espanha, participaram de sua construção. O desenho da obra é do arquiteto britânico Sir Norman Foster. _________________________________________________________________________

4. Octávio Frias de Oliveira, São Paulo

Localizada sobre o rio Pinheiros, a ponte Octávio Frias de Oliveira é a única estrutura estaiada do planeta a ter duas pistas, em curva, conectadas a um mesmo mastro. Levou três anos para ser construída e foi inaugurada em 2008, tornando-se um cartão postal de São Paulo.

Essa construção está localizada no final da Avenida Roberto Marinho (antiga Aguas Espraiadas), e vai ligar essa avenida ao outro lado da Marginal Pinheiros, desafogando o transito na região. Esse “X” tem 138 metros de altura, com 144 cabos de aço, para “segurar” o peso do resto da ponte. Vai ser a maior ponte estaiada em curva do mundo. _________________________________________________________________________

5. Donghai, China

Donghai é a segunda ponte mais extensa do mundo sobre o mar, tendo perdido o primeiro lugar, em 2008, para a ponte sobre a Baía de Hangzhou. Com 31,5 km, ela conceta o porto de Xangai às ilhas Yangshan, onde está sendo construído o maior porto de águas profundas do planeta.

No ranking geral, é a quinta ponte mais extensa do mundo, ficando atrás de duas pontes lacustres nos EUA Lousiana, de uma ponte sobre rio em Nanking, na própria China e da já citada Ponte da Baía de Hangzhou. _________________________________________________________________________

6. Magdeburg, Alemanha

Por mais estranho que possa parecer, os barcos estão passando sim, por cima da ponte! Localizada na Alemanha, a ponte possui a estrutura de um aqueduto - como o da Lapa, no Rio de Janeiro -, mas foi projetada para ser cruzada por grandes embarcações. A "ponte" que tem água no lugar do pavimento é uma estrutura mista de concreto e aço; custou aproximadamente 2,3 milhões de Euros, sendo a peça principal de um pacote de obras de infra-estrutura, que visam o desenvolvimento da antiga Alemanha Oriental. _________________________________________________________________________

7. Banpo, Coreia do Sul

Um dos símbolos de Seul, a ponte Banpo foi construída em 1982 e cruza o rio Han, ligando os distritos de Seocho e Yongsan. Durante a cheia do rio, ela se mantem parcialmente submersa, enquanto no resto do ano, ela conta com um sistema de fontes luminosas que colore a travessia e é uma das principais atrações beira-rio na capital sul-coreana.

O andar inferior incorpora e bicicletas percursos pedestres que proporcionam fácil acesso ao Parque Hangang Banpo do lado norte do rio. Banpo é uma ponte de viga e foi concluída em 1982. A ponte tem 38 bombas de água e 380 bocais de ambos os lados, que levam 190 toneladas de água por minuto a partir do rio 20 metros abaixo do convés e rebentos até 43 metros na horizontal. _________________________________________________________________________

8. Chengyang, China

O visual da ponte Chengyang é milenar, mas sua construção começou há menos de 100 anos, em 1916. Isso porque ela segue o estilo arquitetônico das cidades construídas pela etnia Dong, uma população que há milênios vive na China e que tem a tradição de construir travessias cobertas. Feita somente de pedra e madeira, a passarela tem três andares e conta com 19 terraços, que funcionam como mirantes.
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9. Forth, Escócia

Erguida entre 1958 e 1964, a ponte Forth conecta as cidades de Edimburgo e Fife, na Escócia. Durante séculos, o trajeto foi feito por um sistema de barcas que atualmente está desativado. A ideia de construir uma ponte no local remonta ao século 11, mas somente no século 19 começou a se concretizar. O projeto, porém, só saiu do papel a partir de 1947. Inaugurada pela Rainha Elizabeth II, a ponte é considerada um marco da engenharia britânica.
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10. Vecchio, Florença

A história do Ponte Vecchio (em português, Ponte Velha), que cruza o Rio Elba, remonta à Roma Antiga. Construída originalmente em madeira, ela pegou fogo em 1333, e foi reerguida em 1345, ganhando as feições atuais. Desde então, abriga joalheiras e ateliês de ourives, e é um dos símbolos de Florença. Sua forma consiste em três arcos tipicamente medievais, sendo que o maior deles tem mais de 30 m de diâmetro.

Desde sempre alberga lojas e mercadores, que mostravam as mercadorias sobre bancas, sempre com a autorização do Bargello, a autoridade municipal de então. Diz-se que a palavra bancarrota teve ali origem. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Essa prática era chamada bancorotto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a ponte não foi danificada pelos alemães. Acredita-se que tenha sido uma ordem direta de Hitler.

Ao longo da ponte, há vários cadeados, especialmente no gradeamento em torno da estátua de Benvenuto Cellini. O facto é ligado à antiga ideia do amor e dos amantes: ao trancar o cadeado e lançar a chave ao rio, os amantes tornavam-se eternamente ligados. Graças a essa tradição e ao turismo desenfreado, milhares de cadeados tinham de ser removidos com frequência, estragando a estrutura da ponte. Devido a isso, o município estipulou uma multa de 50 euros para quem for apanhado, em flagrante, a colocar cadeados na ponte.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Imagens: Belezas Capixabas

















'Acqua alta' em Veneza, Itália

Moradores e turistas molham os pés em meio à primeira 'acqua alta' da temporada em Veneza, na Itália. O fenômeno ocorre com a combinação de marés altas e um forte siroco, vento característico da região do Mar Mediterrâneo.

A Itália é um país encantador… Veneza é para sonhar…  Quem visitou pode confirmar isso. Você deve conhecer a Itália e passar na Praça São Marcos, um marco turístico, deslumbrante da Itália. Ir a Itália e não passear na praça São Marcos é como ir a Roma e não ver o papa.

Acqua alta é um fenômeno que ocorre com frequência na cidade de Veneza, Itália, devido geralmente às marés altas e da primavera. Inclui a inundação das áreas mais baixas da cidade de Veneza, e, em casos graves, pode eventualmente incluir 96% da cidade. A definição oficial é que a água é tida como "alta" quando o seu nível é superior a 90 mm acima do nível normal da maré.

 Quem resiste a um fenômeno desses…    Lugar encantador onde turistas e moradores podem apreciar o fenômeno da natureza…

Este fenômeno acontece na estação das acquas altas, que significa: ‘acqua alta’  um fenômeno formada pela maré alta e pelos fortes ventos, e deve provocar uma alta de 115 centímetros no nível do mar na cidade. Um dos pontos turísticos mais procurados pelos visitantes.



Veneza submersa
A mais bela cidade do mundo está sucumbindo ás marés altas como nunca. Há anos estuda-se de diversas maneiras barrar o avanço do mar, na prática , porém , nada foi feito até hoje. Falta dinheiro e Veneza corre risco de vida , com cada vez menos moradores e mais turistas, poluição e água.

Todo o incalculável patrimônio histórico e cultural de Veneza, na Itália, está afundando. A cidade-sonho da costa do Adriático, insulada no interior de uma laguna de 55 quilômetros de extensão por 13 quilômetros de largura, está morrendo. Cinqüenta anos de transformações industriais alteraram catorze séculos de equilíbrio delicado entre a cidade e a laguna. Marés cada vez mais altas afogam Veneza e seus famosos “palazzi”.



Soluções tecnológicas sofisticadas podem deter o mar. Mas há trinta anos discutem-se causas, estratégias e custos. O preço é alto e a vontade política, pouca. E, pior, enquanto o tempo passa, desaparece a matéria-prima de qualquer recuperação — os venezianos. Em 1954, eles eram 175 000 em 1974, 108 000; hoje, não passam de 78 000.

A Veneza de Goethe, Mozart, Nietzsche e Thomas Mann virou uma cidade-fantasma. Tem cada vez menos padarias, mercearias e cinemas. E cada vez mais turistas.

Veneza convive com a maré alta, acqua alta em italiano, desde a sua fundação, no século VI. Mas, com o passar do tempo, o subsolo cedeu e o piso da cidade baixou 23 centímetros em relação ao nível médio do mar em 1900. Para resolver a questão, desde o século XVI duas teorias se confrontam. A primeira defende o fechamento das três entradas da laguna, por onde a maré alta passa: elas seriam trancadas. A outra teoria prega a preservação máxima da laguna, atribuindo o aumento do impacto das marés aos detritos industriais e urbanos que se acumulam no fundo da laguna.

A pior fase começou com o desenvolvimento industrial. Em 1920, surgiram aterros nas margens da laguna, do lado do continente, onde ergueram-se as cidades de Mestre e de Marghera, um porto. Na década de 50, período de grande crescimento econômico no pós-guerra, a cidade de Marghera foi muito ampliada com novos aterramentos para a construção de um vasto complexo petroquímico.

Na laguna, cuja profundidade média não ultrapassa 2 metros, escavaram-se canais para a navegação de grande calado, com 5 quilômetros de extensão e 15 metros de profundidade. Por eles, passaram a entrar enormes volumes de água Finalmente, em 1973, veio um novo aterramento, para a construção do aeroporto Marco Polo.

Há treze anos, formou-se o Consorzio Venezia Nuova para recuperar a bacia lagunar, integrado por várias empresas, como a Fiat, Iri-Italstat, Mazzi, Girolla, Lodigiani e Sacaim. Em 1988, criaram-se mais quatro consórcios semelhantes. Até agora, porém, foram feitos apenas testes e estudos. A crise econômica restringe a disponibilidade de recursos.

Às 17 horas do fatídico dia 4 de novembro de 1966, a maré alta atingiu o recorde histórico de 1,94 metro. As ondas impelidas pelo vento scirocco passaram por cima das muralhas na costa, entraram pelas bocas do porto e foram açoitar o Palácio dos Doges. No centro histórico e nas ilhas do estuário, 16 000 famílias e comerciantes perderam quase tudo. Todos os 432 transformadores elétricos da cidade explodiram, deixando os venezianos em pânico, no escuro, durante três dias.

Quando a água começou a recuar, lixo, móveis e mercadorias amontoavam-se em todos os cantos. Manchas de óleo e gasolina tingiam ruas e prédios. Barcos e gôndolas jaziam, quebrados, nas ruas. Milhares de ratos encurralados nas pontes e nos andares superiores das casas ameaçavam os moradores. Gatos, pombos e ratos mortos boiavam nos canais.

Um cenário inesquecível: calçadas afundadas, encanamentos entupidos, ralos abertos e milhares de toneladas de sujeira. Praças, jardins e plantações desvastados. Os danos ao patrimônio cultural foram gravíssimos. A cidade parecia abatida pela peste, como no romance do escritor alemão Thomas Mann, Morte em Veneza.

Para os venezianos, as marés viraram uma ameaça constante. A família de Massimo Cannaregio, 32 anos, é uma das que desistiram e mudaram-se para Mestre: “Vivi a primeira infância em Veneza”, diz ele. “Nossa residência ficava no segundo andar de um prédio restaurado do século XVIII. Quando tinha quatro anos, minha família foi embora, porque a casa estava sempre úmida. A enchente de 66 fez um estrago danado e custaria muito dinheiro para reformar o prédio. Vendemos o imóvel por uma ninharia.”

Constrangida pela fragilidade ambiental, “a cidade mais bonita do mundo” transferiu moradores de seu centro histórico para aquela que os italianos chamam de “a cidade mais feia do mundo” — Mestre. Veneza esvaziou, enquanto Mestre inchou, sem nenhum planejamento urbanístico. Passou de 37 000 habitantes, em 1921, para 57 000, em 1951, 161 000, em 1961 e 205 000, em 1971.

Os jovens são os primeiros a sair, em busca de emprego, qualidade de vida, automóvel, lazer e outros consumos de que Veneza não pode proporcionar. Ali resiste a população mais velha da Itália: média de 46 anos, contra 40 anos da média nacional. Há poucos espaços para crianças. E cada vez menos infra-estrutura urbana.

Veneza não tem condições de virar uma espécie de Disneylândia, eternamente lotada de turistas. Nem os venezianos gostariam disso. Eles querem a mesma cidade, com canais em vez de ruas asfaltadas. Gaivotas em vez de vira-latas. E barcos (os vaporettos) em vez de ônibus.

A cidade é frágil e vive por um fio, sempre torcendo para que outra maré alta catastrófica, como a de 1966, não se repita. Mas para sobreviver terá de sair de seu imobilismo. Terá aprender a controlar as marés.
(Superinteressante)

domingo, 14 de outubro de 2012

Venda Nova do Imigrante, no ES, a capital brasileira do agroturismo


Venda Nova do Imigrante é a segunda maior cidade da região serrana do estado e também é uma cidade de porte médio apesar da população e o segundo principal centro político e econômico da região, perdendo apenas para Afonso Cláudio nos três quesitos. O município foi criado em 6 de maio de 1988 desmembrando-se de Conceição do Castelo. Teve seu berço na colonização italiana no século passado , é cortada pela BR 262 que liga Vitória - ES a Belo Horizonte – MG, cidade bem cuidada, arborejada, com seus lindos jardins floridos o ano todo, lindas palmeiras e de uma beleza natural sem igual; destaca-se na Região Serrana do Estado como cidade pólo, tem sua economia voltada para o setor agrícola, sendo inclusive a Capital Brasileira do Agroturísmo


Venda Nova do Imigrante está situada na região central serrana do Espírito Santo, distante 104 km da capital, Vitória. O Município é cortado pela BR 262, que liga Vitória à Belo Horizonte (MG) e pela ES 166 (rodovia Pedro Cola) que liga ao município de Castelo.

Na origem de toda cidade, existe um sonho e foi assim que Venda Nova do Imigrante surgiu: a partir dos sonhos de várias famílias de imigrantes italianos que deixaram sua pátria em busca de um "novo lar". Não foi nada fácil transformar desejos em realidade, pois as dificuldades foram muitas, mas a força de vontade e a esperança desse povo deram vida à cidade de Venda Nova do Imigrante.

População
Venda Nova do Imigrante é composto pela Sede, 2 Distritos (São João de Viçosa e Caxixe) e diferentes comunidades: Mário Lorenção, Alto Tapera, Saúde , Bela Aurora, Sapucaia, Pindobas, Vargem Grande, São Roque, Santo Antônio da Providência, Alto Bananeira, Providência, Lavrinhas, Camargo (São Francisco de Assis), São José do Alto Viçosa e Bananeiras. Sua população em 2000, segundo o censo do IBGE, era de 16.154 habitantes, sendo 61% moradores da zona urbana e 39% da zona rural.


Atrações Turísticas
Venda Nova do Imigrante oferece diversas atrações turísticas como as belezas naturais, um clima agradável, a cultura italiana bastante preservada e principalmente o agroturismo.

LOJA DO AGROTURISMO
Organizada pelos produtores para dar informações sobre os roteiros de visita e venda de produtos da região. Localizada no km 103 da BR 262, no Centro da cidade. Funciona de segunda a sexta de 7:30 ás 17:30h e sábados, domingos e feriados de 8 às 17h.



PROPRIEDADES DA REGIÃO
Dezenas de proprietários rurais recebem turistas, mostrando a forma de produção, suas riquezas naturais e culturais e seus produtos. Local ideal para o contato com a vida no campo. Ver a relação das propriedades em agroturismo.


CAXIXE FRIO
Lugar de rara beleza, onde a paisagem parece ter sido bordada, com vista para o Forno Grande e Pedra Azul. Nele há uma linda cachoeira com queda de 60 metros. É o maior produtor de morango e hortaliças do Estado. Fica a 15 km da Sede e a entrada é no km 98,5 da BR 262.

CACHOEIRA DO ALTO BANANEIRA
Sete quedas entremeadas na Mata Atlântica. Acesso no km 106 da BR 262, mais 4,8 km de estrada bem conservada e sinalizada.

MIRANTE DA TORRE DE TV
Local de visão panorâmica de onde é possível ver o Forno Grande, a Pedra Azul e toda a cidade de Venda Nova do Imigrante, onde existe uma rampa para decolagem de asa-delta e parapente (decolagem para nível 3). Direção do vento quadrante sul, desnível da cidade 460m e 1.189m do mar. Está a 6,7 km da BR 262, entrada no km 106.

MORRO DO FILLETI
Mirante e rampa para decolagem de asa delta e parapente, direção do vento quadrante norte. Decolagem de 440m de desnível da cidade e 1.110m do mar. Fácil acesso para qualquer veículo. Local apropriado para caminhadas na natureza. Entrada no km 99,2 da BR 262, a 6 km da sede.



PEDRA DO REGO
Um dos pontos mais altos do município, com 1.441m de altitude. Ideal para a prática de trekking. Está a 8 km da BR 262, entrada no km 106. Para chegar à pedra ainda é preciso caminhar por mais 1km.

PEDRA DO JÁ 7
Mirante e rampa para decolagem de asa delta e parapente, direção do vento quadrante sul. Decolagem de 415m de desnível da cidade e 1.211m do mar. Fácil acesso para qualquer veículo. Próprio para caminhada ecológica. Entrada no km 108 da BR 262.

SERRA DO ENGANO
Estrada sinuosa, cercada por riquezas da Mata Atlântica. Com linda vista panorâmica, leva à Cachoeira dos Barcelos e ao Pico da Pedra do Garrafão, localizado a 1.548m de altitude. Vale de Lavrinhas a 2 km da sede.

CASA DA CULTURA
Localizada no centro da cidade, possui museu com acervo de mais de 600 peças antigas que contam um pouco da história dos imigrantes italianos. Possui também um auditório onde funciona um pequeno cinema. Funcionamento: de segunda a sexta, de 8 às 17h.

 IGREJA DE PINDOBAS
Igreja centenária bem conservada, considerada a mais antiga do município, cuja padroeira é Nossa Senhora da Penha. Acesso pela Rodovia Pedro Cola, km 8, em Pindobas.

BAZAR DAS VOLUNTÁRIAS PRÓ-HOSPITAL PADRE MÁXIMO
Artesanato em geral, roupas íntimas e roupas usadas de origem européia, anexo ao hospital. Funciona às terças e quintas, das 12 às 16h.

MISSA NA IGREJA DE SÃO PEDRO
Celebração com a presença do Coral Santa Cecília. Após a missa, cantarola italiana regada a um bom vinho. A Igreja fica no centro da cidade, às margens da Br 262, em frente à Prefeitura Municipal. Todos os domingos às 9:00hs

CASARÃO DO SCABELLO
Localizada na rodovia Pedro Cola, que liga Venda Nova a Castelo. Foi construído pelos portugueses antes da chegada dos italianos.

ORQUIDÁRIO CALIMAN
Cerca de 12.000 variedades de orquídeas e bromélias naturais e híbridas. As orquídeas nativas do ES são famosas no mundo por apresentarem rica microflora. Fica na estrada de Lavrinhas, a 1 km da Sede.

FAZENDA PINDOBAS
Oferece um roteiro de visita pela fazenda, mostrando o manejo do gado. Vista panorâmica de um dos mais modernos laticínios do Estado. Produz leite tipo B, bebida láctea e queijo, dentre eles o parmesão que é considerado o melhor do Brasil.
Agroturismo

Recém-chegados da Itália, os imigrantes tinham o costume de produzir os alimentos dentro de suas propriedades, já que havia pouquíssimas casas de comércio na região e o dinheiro também era escasso. Então, eles mesmos faziam os pães, o fubá, a massa de macarrão e criavam vacas para produção de leite.

A tradição de fazer produtos caseiros foi passando de pai para filho, e hoje os descendentes colhem um fruto que seus "nonos" nunca imaginaram: o agroturismo, uma atividade que tem movimentado a economia nas áreas rurais, gerando renda e criando empregos.

O agroturismo de Venda Nova surgiu sem nenhum planejamento; os produtores nem sabiam que esta atividade existia. Os turistas simplesmente começaram a entrar nas propriedades rurais com o objetivo de conhecer como os produtos eram feitos.

 Venda Nova do Imigrante foi a primeira cidade capixaba a praticar o agroturismo, e tem se destacado em todo o Brasil como modelo de desenvolvimento ideal dessa atividade. A prefeitura de Venda Nova investiu no agroturismo e uma de suas principais ações foi criar um Selo para garantir a qualidade e a autenticidade dos produtos.

O agroturismo é uma atividade essencialmente familiar, praticada nas pequenas propriedades rurais em que o turista pode ter a oportunidade de acompanhar o processo de produção do alimento.

Além de uma boa conversa, o agroturismo de Venda Nova oferece uma grande variedade de produtos: são geléias, doces, biscoitos, pães, café, fubá, socol, leite, queijo, ricota, iogurte, vinhos, licores e cachaças. Algumas propriedades também produzem verduras e frutas sem nenhum tipo de agrotóxico e outras dedicam-se ao artesanato.


História da Festa Da Polenta
Tombo da polenta durante evento em Venda Nova do Imigrante. (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

A Festa da Polenta surgiu por iniciativa do Padre Cleto Caliman, em 1978, quando foi convidado para ir a uma Festa da Polenta em Sagrada Família, no município de Alfredo Chaves. Ele achou a ideia interessante e resolveu criar a festa em Venda Nova, onde o prato principal era a polenta.

Quando o número de participantes começou a crescer, com pessoas vindas de diversos lugares do estado, surgiu a ideia de estender as comemorações por mais dois dias. Em 1995, a prefeitura adquiriu um terreno e criou o Centro de Eventos Padre Cleto Caliman para abrigar a Festa da Polenta e demais festas do município.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Domingos Martins. Pedra Azul pode se tornar Patrimônio Natural da Humanidade


Foi dada a largada para que Pedra Azul, localizada em Domingos Martins, possa se tornar Patrimônio Natural da Humanidade certificado pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (Unesco). Mas o processo não é rápido e depende do envolvimento de várias esferas de governo. Nesta terça-feira (09), uma reunião com empresários, autoridades do Espírito Santo e do País debateu a elaboração de um documento técnico que, assim que estiver pronto, será entregue à Unesco, solicitando o tombamento da localidade. Não há prazo para a finalização do processo.
A Pedra Azul, a 40 Km da sede, avistada no Km 88 da BR-262 é uma formação rochosa granítica. A sua cor se deve aos líquens que cobrem a pedra e que conforme a insidência da luz do sol, ela fica azul ou meio esverdeada. Possui cerca de 1.822 metros de altitude e está localizada no distrito de Aracê.

O secretário executivo do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), João Lucílio Albuquerque, e a coordenadora do Colegiado Mar da RBMA, Heloisa Dias, participaram da reunião, realizada em Vitória, na tarde desta terça-feira (09), para contar as experiências nesse tipo de processo e quais ações devem ser desenvolvidas para que a Unesco conceda o título a um dos pontos turísticos mais conhecidos do Espírito Santo.

Visita ao local

A Pedra Azul se encaixa nas normas e critérios da Unesco para se tornar Patrimônio Natural da Humanidade por sua formação geológica e por ter a forma de um lagarto, considerado algo único no planeta. Nesta quarta-feira, João Albuquerque e Heloisa Dias farão uma visita técnica ao Parque Estadual de Pedra Azul, junto com técnicos da Secretaria de Turismo do Espírito Santo e do Instituto Estadual do Meio Ambiente.

De acordo com o secretário estadual de Turismo (Setur), Alexandre Passos, o documento não tem previsão para ficar pronto, tendo em vista que é um trabalho complexo. “Pela orientação que tivemos, o documento precisa ter um detalhamento técnico da região, da natureza e da arquitetura local, também é preciso identificar a parte cultural.

Importância do título

Em julho deste ano, a cidade do Rio de Janeiro recebeu o título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. O processo que deu o título à cidade foi apresentado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na época, a arquiteta e superintendente Iphan, a capixaba Cristina Lodi, explicou que a região de Pedra Azul tem possibilidade de também receber o título.

Uma das vantagens da certificação mundial vem junto com os turistas. “Os Patrimônios Mundiais passam a ser mais visitados por turistas que buscam os destinos culturais do mundo. Com a divulgação maior, há uma série de benefícios para as economias locais”, conta.

O documento sobre Pedra Azul será elaborado pelas secretarias de Estado do Turismo (Setur), do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), de Economia e Planejamento (SEP) e da Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom). Antes de ser concluído, um documento preliminar será encaminhado para o Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes, para que eles incluam a Pedra Azul em uma lista que posteriormente será encaminhada para a Unesco.

PATRÍCIA SCALZER
Fonte: Rádio CBN Vitória (93,5 FM)