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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

La Paz, na Bolívia, a cidade capaz de tirar o fôlego

Nuestra Señora de La Paz é a capital administrativa da Bolívia, bem como a capital do departamento de La Paz. La Paz é a capital administrativa da Bolívia, enquanto Sucre é a capital constitucional e sede do Supremo Tribunal Federal. La Paz foi criada em 1542, e está localizado na Cordilheira dos Andes. Altitude da cidade varia de cerca de 4.058 metros (13.313 pés) acima do nível do mar em El Alto (onde o aeroporto está localizado) para 3.100 metros (10.170 pés) de área inferior residencial. É a alta capital do país no mundo.

Localizada entre as imponentes montanhas das cordilheiras dos Andes, em pleno altiplano, o turista é capaz de esquecer o barulhento e caótico trânsito local quando surgem diante dos olhos monumentos erguidos bem antes da chegada dos incas ou as imensas montanhas que circundam a cidade e fascinam os mais aventureiros, como o Monte Illimani, o guardião dessa cidade que, diga-se de passagem, é considerada a capital (administrativa) mais alta do mundo. Sua localização próxima às ruínas de Tihuanaco e ao lago Titicaca a torna um centro logístico importante para desbravar a região.

Xamãs lêem o futuro em folhas de coca no Mercado de las Brujas, enquanto que o centro nervoso da cidade é a Calle del Comercio, onde badulaques diversos são ofertados aos turistas. Para uma experiência gastronômica autêntica, tente os restaurantes da Avenida 16 de Julio, onde também encontram-se muitos teatros e bares. Confusa e divertida, curta La Paz com calma, senão seus pulmões não aguentarão.


Paisagens de tirar o fôlego La Paz, capital da Bolívia, oferece opções de passeios pela história e a beleza dos andes Lillian Bento De La Paz Calle del Comercio: aqui se encontra de tudo um pouco Cena comum nas ruas de La Paz: vendedores ambulantes Logo ao aportar em La Paz, capital administrativa da Bolívia, percebe-se que se trata de uma cidade marcada por contrastes.

Para quem chega de avião, logo do aerporto de El Alto, cidade satélite da metrópole, a primeira visão é de casas sem acabamento, as famosas figuras de cholas caminhando pelas ruas e um trânsito caótico, que incrivelmente concentra um baixíssimo índice de acidentes entre veículos e pedestres. Mas, aos poucos, o turista começa a perceber o encantamento do povo boliviano e as peculiaridades que faz da Bolívia um país tão discrepante de seus vizinhos latino-americanos. Outro ponto que impressiona o visitante logo de início é a quantidade de manifestações de apoio ao presidente Evo Morales.

São grafites em muros e cartazes espalhados por todo o caminho, desde a periferia de El Alto até o Centro de La Paz, em um trajeto de cerca de 20 quilômetros. E é na região central da cidade que há maior concentração de atrações e uma infinidade de oportunidades de gastar com produtos típicos bolivianos, que podem ser adquiridos a preços muito baixos se o turista estiver disposto a andar. Com população de 9,2 milhões de pessoas, a Bolívia atrai turistas de toda parte do mundo por oferecer deslumbrantes paisagens montanhosas. Entre prédios antigos e exemplares da arquitetura moderna, é possível ver montanhas tomadas por casas da periferia de La Paz e ao fundo as montanhas nevadas, que permanecem durante a maior parte do ano encobertas de neve. Outro ponto interessante é o contato com uma das culturas mais antigas do mundo, que é bastante preservada. Até nas ruas de La Paz é possível encontrar pessoas falando em quechua ou aimara, idioma do presidente Evo Morales.

O museu de São Francisco, na praça de mesmo nome, é um excelente lugar para conferir traços da cultura desses povos e ver de perto a forte religiosidade dos andinos. Em todos os dias da semana, a igreja é movimentada com fiéis e adoradores de Nossa Senhora de Copacabana e outros santos, como São Francisco de Assis, que dá nome ao local. O Museu de Arte Contemporânea, localizado na Avenida 16 de Julho, na região central de La Paz, reúne obras que mostram a valorização das raízes da civilização Inca e de hábitos dos povos andinos. São telas que revelam diversos hábitos da região, como a dança típica, chamada Cantos de Charazani - povoado montanhoso onde vivem os kallawayas, curandeiros populares xamãs nômades que habitam a região desde antes da colonização espanhola.

No museu, há também uma sessão dedicada exclusivamente a Che Guevara, com telas que retratam principalmente o momento da morte do líder. Outro ponto obrigatório ao visitante é o Museu de La Coca, no Centro de La Paz. Ali, é possível entendar porque a folha é tão preciosa para esse povo. A sedução das compras Como 1 real vale cerca de 3,86 pesos bolivianos, gastar dinheiro em La Paz é uma tentação quase irresistível. A famosa Calle de las Brujas, por exemplo, é endereço obrigatório para quem quer comprar barato e encontrar desde lembrancinhas, como os famosos chaveirinhos com miniaturas de charangos, até eletro-eletrônicos a preço bem mais em conta.
Calle de las Brujas, La Paz  - Bolívia.

A avenida, que instiga a bruxaria no nome é famosa por concentrar lojas e bancas que comercializam artefatos utilizados em magias e rituais espirituais e onde são encontrados desde morcegos ressecados a fetos de lhama, animal símbolo da Bolívia, dentro de vidros. Outro comércio que chama atenção na Calle de las Brujas é a quantidade de pessoas que ficam em esquinas para fósseis oferecer aos turistas. Apesar de ser um comércio ilegal, a venda dos artigos tornou-se conhecida em toda La Paz e a maioria dos pacenhos sabe informar onde conseguir um. Mas o roteiro de compras na Bolívia não termina por aí. Há também a Calle del Comercio e feiras por toda a cidade, onde se pode comprar desde banha de lhama até um apreciado licor de coca, vendido por 45 bolivianos na maioria das feiras.

O visitante deve tomar cuidado para não pagar mais caro. A região da Praça de São Francisco, que concentra muitos hotéis, tudo é mais caro. > PROGRAME-SE La Paz é a capital administrativa e sede do governo e maior cidade da Bolívia, além de ser a capital mais alta do mundo: 3.600 metros acima do nível do mar. A cidade foi construída dentro de um cânion formado no altiplano. Com cerca 1,6 milhão de habitantes, a sede do governo está na cidade desde 1898.

COMO CHEGAR De avião - O Aeroporto Internacional de El Alto, na cidade satélite de mesmo nome Por terra - Chegam ônibus de diversas localidades do Peru na praça em frente ao Cemitério Geral, ou é possível chegar também a partir de Estados como Rondônia, Mato Grosso do Sul e Acre

COMO ANDAR NA CIDADE Há dois tipos de transporte coletivo na cidade: os microônibus, que custam em média 1 boliviano; e as vans, ou mini-buses, um pouco mais caras e que têm um cobrador gritando o itinerário para quem quiser ouvir. Basta subir e pedir para parar onde quiser (quase não há paradas regulares). Táxi também é um meio muito usado em La Paz por ser muito barato. Não existem taxímetros e o preço deve ser combinado com o motorista antes do início da viagem. Normalmente, dentro da cidade, as corridas vão de 5 a 20 bolivianos

É fácil chegar e difícil respirar
A cidade está localizada perto de muitas ruínas naturais e antigos também. Muitos turistas optaram por fazer viagens de um dia para as ruínas Tiahuanaco, que são milhares de anos mais velhas do que Machu Picchu


Carimbar o passaporte gastando pouco, é fácil, já que entrar na Bolívia é um processo muito simples. De São Paulo, há vôos diários para La Paz. Mas, se a idéia for chegar por terra, também não há dificuldade. Basta reservar um lugar em um ônibus que chegue até Puerto Suarez, na divisa com Corumbá (MS), de onde saem ônibus e trens diários para a região central do país. O conhecido "trem da morte" é opção para quem quer andar sobre os trilhos, mas são 18 horas até Santa Cruz para ter acesso mais fácil até La Paz, já na fronteira com o Chile. Chegar é fácil.

O difícil é respirar na capital mais alta do mundo, a 3.650 metros acima do nível do mar. Com isso, o frio é garantido e o visitante deve estar avisado para levar muito agasalho na bagagem. No verão, as temperaturas mais altas chegam no máximo a 20º C. Quem chega de avião, logo percebe as formações de neve sobre a Cordilheira dos Andes. Ao aterrisar no aeroporto de El Alto, a dificuldade para respirar chega junto com dores de cabeça e enjôos, já que a cidade-satélite é ainda mais alta, com 4.100 metros de altitude. Para driblar a dificuldade de respiração, os bolivianos cuidam de oferecer, em vários lugares mate, folhas e balas de coca. Mas um dia depois, as dificuldades tendem a passar e, com o corpo mais adaptado, é hora de apreciar as belezas dos Andes.

Chacaltaya, uma das colunas dos Andes, fica a menos de 2 horas de La Paz e, por cerca de R$ 40 é possível esquiar na pista mais alta do mundo - 5.265 metros acima do nível do mar. Porém, os visitantes que procurarem La Paz nessa época do ano encontrarão a pista interditada para reforma. Do outro lado da capital boliviana, vale a pena conferir as ruínas de Tiahuanaco, que mostram parte do que foi o local antes da civilização Inca e depois dos espanhóis chegarem na Bolívia. Outra opção é visitar o famoso Lago Titicaca, em Copacabana, que deslumbra os olhos dos visitantes pela beleza das águas azuis.

É o maior lago navegável do mundo e a vista é impressionante, de um azul encantador. Do Titicaca vem a famosa truta, que é vendida assada a preços variados em La Paz, Copacabana e demais cidades do País - La Trucha del Titicaca. Outra ponto turístico de encantar os olhos é a paisagem de sal de Uyuni, na região sudoeste do país, considerado o maior salar do planeta. É um deserto formado pela evaporação da água salgada. Vale a pena programar pelo menos dois dias para conhecer e explorar bem o lugar.

Fonte: Jornal O Popular



COMO CHEGAR
Companhias como a Aerosur ligam La Paz ao Brasil com escalas em Santa Cruz de la Sierra.

INFORMAÇÕES AO VIAJANTE
Línguas: Espanhol Quíchua e Aimará
Moeda: Boliviano
Como ligar para o Brasil: 800-100055
Visto: Não é necessário
Saúde: Exige certificado internacional de vacinação contra febre amarela. Tome precauções com o mal de altitude, não exagerando nos esforços físicos até completar a adaptação. Proteja-se do sol adequadamente e evite comer em restaurante suspeitos.

Embaixada oficial no Brasil:
SHIS, QI 19 Conj.13, Casa 19, Lago Sul - Brasília/DF
(61) 3366-3432
http://www.embolivia.org.br
Melhor época para visitar: No final de cada estação chuvosa, fim de janeiro e de agosto. Mas, de outubro a maio, as chuvas colaboram para diminuir o calor.

Site: www.lapaz.bo
População: 877.363 hab
DDD: 2
Fuso horário: -1h (horário de Brasília)

Distância de outras cidades: Potosi 748km, Uyuni 497km

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Highway to Hell - A Estrada da Morte na Bolívia


Norte da Bolívia. Os bolivianos chamam de "estrada da morte" - e não sem razão. Uma estrada sinuosa numa faixa de terra dos Andes entre La Paz e na região tropical de Yungas é uma das estradas mais perigosas do mundo.

Estreita, serpenteando uma montanha a 4.700 m de altitude e com precipícios de centenas de metros desprotegidos, a estrada Camino a los Yungas, na Bolívia, é tão perigosa que é conhecida como “caminho da morte” ou "estrada da morte". Curiosamente, após ser considerada na década de 1990 a “estrada mais perigosa do mundo” pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, a via se transformou em atração turística.

Apegando-se ao lado das montanhas, ela é usado por ônibus e condutores de camiões - e turistas de aventura que procuram  as suas alturas vertiginosas para um pouco de diversão em suas bicicletas..

Estrada da morte é uma afirmação ousada? Possivelmente. Mas quando você parar e considerar o grande número de acidentes ocorridos ao longo deste trecho curto de estrada não é certamente a Serra do Corvo Branco – Rodovia SC-439.

A Estrada Yungas é lendária por seu extremo perigo.

Em 1995, o Banco Interamericano de Desenvolvimento batizou como "estrada mais perigosa do mundo". Estima-se que 200-300 viajantes são mortos por ano ao longo da estrada, ou um veículo a cada duas semanas. A estrada, além disso inclui cruzes cristãs marcam muitos dos locais onde esses veículos têm caído.

Ao deixar La Paz, a primeira estrada sobe cerca de 5 km, antes de descer em 1.079 pés (330 m), a transição rápida do terreno altiplano frio à chuva florestal que segue através de encostas muito íngremes e em cima de falésias.

A estrada foi construída na década de 1930 durante a Guerra do Chaco por prisioneiros paraguaios. É uma das poucas rotas que liga a região floresta amazônica do norte da Bolívia, ou Yungas, à sua cidade capital. No entanto, uma alternativa, muito mais seguro, estrada que liga La Paz a Coroico está quase completo.

Por causa dos declives extremos, pista única, e falta de grades de proteção torna a estrada é extremamente perigosa. Mais ainda, chuva e nevoeiro podem fazer a visibilidade precária, a superfície da estrada lamacenta, e afrouxar as rochas das encostas acima.

Este trecho milha mortal 35 entre La Paz e Coroico - justamente apelidado de El Camino de la Muerte, ou The Road of Death - Estima-se que tiram a vida de 200-300 usuários a cada ano. É fácil ver porque esta rodovia foi intitulada 'Estrada Mais Perigosa do Mundo ".

E é ainda mais fácil entender por que tragédias ao longo desta estrada boliviana particular, são tão freqüentes. A coalescência de 900 metros de pura drop-offs, curvas sinuosas maliciosamente apertados, bitolas estreitas, e as estradas não vedados com muitos detritos da encosta acima simplesmente agravar a sua traição inerente. E a chuva e neblina espessa que pode envolver rapidamente a montanha não ajuda muito.

"Mas cadê guardrails?" O Corrimão ...? Não há, amigo.

Mas onde há perigo, ali que você vai encontrar caçadores de emoção. Nos últimos anos a estrada da morte da Bolívia tem visto um aumento considerável na quantidade de pessoas que realmente a atravessam para se divertir.


Este trecho de estrada traiçoeira no país sul-americano ganhou notoriedade arrepiante. O pior ano (1983) viu 320 pessoas perderem a vida escancarado vale abaixo, incluindo o maior acidente na malha rodoviária na história boliviana, quando mais de 100 pessoas caíram pela sua borda quase vertical. Em média, 26 veículos despencam ao longo de sua borda a cada ano, ceifando mais de 100 vidas.

A Estrada Mais Perigosa do Mundo é agora uma das atividades turísticas mais populares na Bolívia - para aqueles que se atrevem. O título de "Estrada Mais Perigosa do Mundo" foi concedido a esta rota de transporte do Banco Interamericano de Desenvolvimento em 1995, com base na relação macabro de mortes por quilômetro. A "estrada" em si é nada mais do que um pedaço estreito cinzelada fora da montanha - é selada, não existem barreiras ou  muretas guard rails nos locais vertiginosas da pista. Áspero e esburacada com apenas 3,2 metros de largura. Isso é perturbador o suficiente - mesmo antes de descobrir que também é a principal rota de acesso entre a região agrícola dos Yungas e a movimentada cidade de La Paz, que garante que há um fluxo constante de caminhões de alimentos gemendo e camiões cheios de trabalhadores locais manobrando o outro caminho.

FATOS

Nome Oficial: Estrada Unduavi-Yolosa
Codinome: "Estrada Mais Perigosa do Mundo"
Localização: La Cumbre - Coroico, na Bolívia
Duração: 64 km
Altitude: 15.500 pés (Início) para 3.700 pés (final)
Número médio de mortos: 100 pessoas por ano

Nenhum destes fatos nefastos revelam que também é uma das estradas incrivelmente mais belas do mundo. Começando no alto dos picos nevados dos Andes bolivianos na cidade de La Cumbre, a estrada serpenteia em torno do verde exuberante da floresta tropical antes de descer para a pacata cidade de Coroico na úmida e quente floresta amazônica, estando em quase todos os ecossistemas que a Bolívia tem a oferecer. Mas quando você está rasgando a estrada, fazendo 35 quilômetros em uma hora, isso pode não ser a primeira coisa em sua mente.

Graças à crescente reputação desta aventura na montanha, uma série de operadores turísticos com base nas proximidades de La Paz, capital administrativa mais alta do mundo, oferecem agora uma série de viagens para guiá-l. E está provado um grande sucesso com número crescente de turistas. "É o drama, a lenda que tem crescido em torno da estrada, o risco percebido, e a mudança dramática do clima em um espaço tão pequeno de tempo", explica Alistair Matthew, fundador da empresa e mais estabelecida de forma consistente recomendado, Gravity Bolívia. "É uma combinação irresistível." Mas todas as viagens começam da mesma forma sinistra: um guia joga álcool puro sobre os pneus do 4x4 que proporciona a você o início da sua aventura, como uma oferenda ao espírito da Pachamama (Mãe Terra) para protegê-lo em sua jornada. Esses rituais continuam no caminho para baixo - os cães vadios que vagueiam desanimados e esfarrapados em torno da estrada são acreditados por ser os espíritos dos que morreram. As crenças do povo local diz que eles devem ser alimentados para garantir uma passagem segura. Embora poucos ciclistas sucumbam à idéia da reencarnação canina, é indicativo do medo respeitar os moradores e estes rituais são realizados com regularidade tão solene.


Grupos guiados de mountain bikers caem na estrada e muitos perigos os aguardam. A partir do frio, nas montanhas áridas da Cordilheira com um escasso oxigênio a 15.500 pés - isso é mais da metade da altura do Everest - a maioria dos ciclistas sofrem com a náusea da doença de altura, muito antes de terem tido a chance de perscrutar nervosamente sobre a vertigem indutora de gotas. Os primeiros quilômetros são poucos no asfalto, onde as principais ameaças são os fortes ventos gelados que chicoteiam ao redor da alta passagem Andina, agarrando seus pneus, e a montanha de nevoeiro espesso que abafa as buzinas dos veículos que se aproximam. Como o asfalto termina abruptamente, a névoa se dissipa e lentamente as gotas verticais perigosos surgem à vista. Este é o lugar onde a pista de cascalho da notória "Carretera de la Muerte" (Estrada da Morte), começa. Apenas a uma curta distância ao longo desta faixa, uma figura solitária surge segurando bandeiras vermelhas e verdes.

Não há nenhum rudimentar sistema de semáforos bolivianos. Quem se incube disso é Mario, um local cuja família inteira foi morta aqui em um acidente de ônibus em 1990. Todos os dias desde então, ele manteve vigília na esquina, onde sua família morreu, orientando o tráfego em torno. "Os motoristas de ônibus, caminhoneiros e viajantes deste caminho é a minha nova família", diz Mario. Ele vive em uma pequena cabana nas montanhas e sobrevive com doações de alimentos e dinheiro dos viajantes. Mas Mario não é a única lembrança viva da história sombria nesta estrada. O percurso inteiro é pontilhada com cruzes brancas, lápides cobertas de vegetação, flores e santuários para as milhares de pessoas que perderam suas vidas aqui, e cinzentos restos de destroços de veículos jazem em ferrugem no desfiladeiro. Cada vez mais nervosos, mas não perturbados, os ciclistas continuam a derrubar A Estrada da Morte, pois reduz em uma trilha de ossos secos, com buracos. Em alguns lugares, os escombros de deslizamentos de terra estão espalhados em toda a faixa e cachoeiras caem pendendo sobre superfícies rochosas, erodindo a estrada de terra ainda mais. Caminhões e ônibus chutam terra soltando nuvens de poeira e forçam os ciclistas cada vez mais para perto da borda. Embora os regulamentos bolivianos de trânsito normalmente determinam que os motoristas sigam pela direita, esta estrada tem suas próprias regras. O tráfego de Downhill deve ficar à esquerda, ou seja, a queda de arrepiante na selva assombra os ciclistas por todo o caminho até Coroico, a cidade amazônica, que marca o fim - e sobrevivência - de Estrada Mais Perigosa do Mundo.

Para os ciclistas de montanha, a descida é uma aventura emocionante e desafiando a morte, repleta de perigos, mas repleta de estupendas vistas panorâmicas. Durante apenas quatro horas e meia de condução da bicicleta, os ciclistas mergulham em 3.600 metros (11.800 pés) de altitude em apenas 64 quilômetros. Com números crescentes a cada ano, a corrida para vencer a morte em seu próprio território está provando ser uma atração inevitável para os fãs de esportes radicais de todo o mundo.

Não surpreendentemente, o futuro a longo prazo desta estrada letal continua em dúvida - graças a um empréstimo de US $ 120 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento  para uma rota alternativa construída no lado oposto do vale. Dificuldades financeiras em 2006 atrasaram o projeto por tempo indeterminado. Mas mesmo se um dia os moradores bolivianos que são forçados a trafegar por esta passagem terrível diariamente puderem finalmente migrar para a segurança da nova estrada, não há dúvida de que os viciados em adrenalina - e os ciclistas de montanha -  ainda estarão aqui.


Lá em baixo todo o vale é a sinuosa Estrada da Morte vista da vila de Coroico. Inacreditável.


Estrada 'mais perigosa do mundo' é atração turística na Bolívia; veja fotos