sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Siena: mais que um programa casado com Florença

Interior do Duomo de Siena /  
Foto: Gustavo Alves
SIENA - Siena costuma ser guardada para as segundas-feiras. Neste dia, a cidade italiana se enche de turistas baseados em Florença. Eles aproveitam o fato de a maioria dos museus do berço do Renascimento fechar no início da semana para conhecer as antigas ruas e prédios do lugar que já rivalizou com a capital da Toscana. Na terça-feira, as ruas senesas voltam a ficar esvaziadas. O que é um motivo para se permanecer na cidade: ela merece mais dias. Siena não foi o berço do Renascimento. Mas foi o playground onde ele brincou com estilos que seus pais talvez considerassem más influências, como as artes bizantina e gótica. As companhias fizeram bem ao então jovem movimento, como se vê no Duomo da cidade, um dos locais para onde sempre vão os turistas de segunda-feira. Os outros são a Piazza del Campo e, logo em frente, o Palazzo Publico, onde fica a prefeitura. Com este roteiro básico, os visitantes de um dia deixam de se surpreender com a Pinacoteca, o Jardim Botânico e com um tour instrutivo pelos canais escavados no monte embaixo do Centro Histórico - e até com a cabeça preservada de uma santa. Também se privam de experimentar a variedade de restaurantes desta cidade universitária cuja tranquilidade à noite é mais um motivo para ficar hospedado nela. E a partir de lá, fazer um outro bate e volta para San Gimignano. Também em cima de um morro, a cidade das torres é mais próxima de Siena, na geografia e no estilo, do que a movimentada Florença.


Palazzo Pubblico, na Piazza del Campo,  
em Siena / Foto: Gustavo Alves"
Respire fundo no Centro Histórico de Siena. O ar é a primeira diferença que se sente em relação a outros destinos mais frequentados na Itália, como Florença e, principalmente, Roma, com seu tráfego caótico. O ar é mais puro, porque poucos carros circulam: somente os automóveis e motos dos moradores da área ou os táxis que deixam os recém-chegados. Mesmo assim, eles têm de entrar pela porta mais próxima de suas residências ou do hotel. Caso contrário, são flagrados pelo discreto sistema de câmaras espalhados pelas ruas e multados pesadamente. Os seneses são obcecados com a arte de governar e ciosos na punição em quem infringe suas leis.


Com o ar livre de monóxido de carbono e perfumado pelo cheiro da argila usada na construção da maior parte de seu casario, aumenta a disposição para andar. Pelas ruas tortuosas e de largura variada cercadas de prédios baixos, da época da Renascença. Em volta da Loggia della Mercantia, um prédio erguido sobre arcadas do século XV que ajudou a fomentar a atividade bancária de Siena. Embaixo da estatueta de loba alimentando dois bebês (a estatueta não se extraviou pelo único caminho que não leva a Roma ou coisa parecida; está lá porque o mito da origem de Siena é de que ela foi fundada pelos filhos de Remo, depois de este ter sido morto pelo irmão Rômulo, na disputa de poder pela capital italiana). E, caminhando um pouco mais, chega-se à Piazza del Campo.


A praça é um espaço semicircular com chão de paralelepípedos vermelhos, separados por raios de pedra cinzenta que saem do centro de sua linha horizontal, em direção às bordas do arco - visto do alto da Torre del Mangia, parece um leque aberto. Se você já leu ou ouviu alguém se lamentar do vazio da existência, foi de alguém que não passou pela Piazza del Campo: é um grande e prazeiroso vazio no meio da aglomeração urbana tipicamente medieval de Siena.

Talvez por este contraste, é um nada que convida ao lazer das formas mais simples: os adultos sentam-se no chão para conversar; as crianças correm e jogam bola, vigiadas pelos pais. Os turistas sentam-se nos restaurantes em volta, pedem taças de vinho e petiscos (sim, como na Praça São Marcos, em Veneza, o preço sai mais caro por causa da localização). E olham o vaivém de moradores, que por lá cortam caminho.


Este nada fica cheio de cavalos e gente entre 2 de julho e 16 de agosto, durante a festa do Palio, com suas corridas equestres e participantes vestidos com as roupas à moda medieval, coloridas, com calças colantes, chapéus de penas, mangas bufantes e grandes bandeiras (o nome da festa vem do estandarte dado ao vencedor). Nos meses sem Palio, a melhor maneira de se sentir no passado de Siena é em seus palácios e museus.

Comece pelo circuito básico - aquele dos turistas das segundas-feiras. Depois de admirar a réplica dos relevos feitos por Jacopo della Quercia para a Fonte Gaia, também na piazza, tome a direção contrária e vá ao Palazzo Pubblico, onde está o original da obra. No Museo Civico, admire as pinturas de Simone Martini e de Taddeo di Bartolo, dos séculos XIV e XV. Elas mostram como a escola de pintores de Siena se diferenciou de seus vizinhos florentinos no princípio do Renascimento. Giotto já havia iniciado o movimento que deu mais realismo à pintura, e as obras mostram que ambos não eram alienados disso - têm sim figuras mais próximas da realidade. Mas ainda preservam elementos da pintura gótica e bizantina com muito uso de cores douradas e ornamentos nas roupas dos personagens.

É no palácio também que está a representação pictórica da preocupação que os governantes de Siena tinham em manter a liberdade e prosperidade de sua cidade-Estado, em dois painéis nas paredes, as alegorias do bom e do mau governo, pintadas entre 1388 e 1340. A segunda, embora menos preservada, é mais impressionante, da mesma maneira que o "Inferno" é mais movimentado do que o "Paraíso" na "Divina comédia" de Dante. Principalmente se você leu e se espantou com o relato da selvageria da ditadura de Rafael Trujillo e de seus asseclas na República Dominicana, em "A festa do bode", de Mario Vargas Llosa: o diabo da capa da edição brasileira é o mesmo que preside a cidade malgovernada, com seus dentinhos caninos saindo pelos cantos da boca.


Depois de subir os 505 degraus para apreciar a vista de Siena e dos campos toscanos próximos, do alto da Torre del Mangia (e de dar outra parada na piazza para descansar, porque ninguém é de ferro), dobre à direita, na saída do palácio, e siga para o segundo cartão postal de Siena: o Duomo, construído entre 1136 e 1382. Seu tamanho e faixas pretas e brancas na parte externa e colunas já impressionam, assim como as estátuas e bustos na fachada. Mas olhe onde pisa, ao entrar: o chão de mármore tem desenhos cujos traços grossos delimitando as figuras e sua movimentação dá a impressão de andarmos em cima de uma história em quadrinhos.

Depois, caminhe em volta do púlpito, uma das obras-primas de Nicola Pisano, feita entre 1265 e 1268 com a ajuda de Arnolfo di Cambio, cheia de detalhes, figuras de pessoas e de animais em alto relevo: o efeito é tão poderoso que quase se esquecem as esculturas de Michelangelo de santos na Ala Norte e a capela Chiggi, desenhada por Gianlorenzo Bernini - uma intromissão barroca. Ou a biblioteca Piccolomini, que homenageia o Papa Pio II, nascido em Siena, com seu teto decorado com padrões geométricos e livros de cantos religiosos medievais que expõem os primórdios da partitura como nós a conhecemos hoje, quando os pontos pretos nas linhas serviam apenas para indicar ênfase em trechos da prece (a música religiosa medieval era apenas base para um discurso falado com alguma melodia - mais ou menos como no rap e no hip hop).

Com tanto para se ver, não é à toa que a turma das segundas-feiras fique neste roteiro básico - embora bastante exuberante. Mas não é para parar nele: quando a noite cai, é o momento de ir buscar um dos bons restaurantes de Siena, entre o Duomo e a Piazza del Campo. Ou seguir um pouco mais adiante e comer como um senês do século XVI. Um circuito que faremos a seguir, antes de ir para as surpresinhas que há para quem fica em Siena.

Uma crença infundada fez Siena ficar em cima do maior filtro de barro do mundo. Os seneses acreditavam, na Idade Média, que um rio subterrâneo corria por baixo do monte onde está a cidade - o que era crucial para garantir o abastecimento, em caso de cercos militares e na produção de tecidos.

Razões mais do que suficientes para que eles se pusessem a escavar o monte em busca do rio. Nunca acharam. Mas criaram túneis e canais subterrâneos que, além de fornecer a matéria-prima para a construção das casas e da pavimentação de suas ruas, ajudava a purificar a água da chuva que penetrava no solo argiloso - eis o filtro gigante.

Graças a isso, os seneses construíram um sistema de fontes, cada uma dedicada a uma função: para lavar os tecidos, para as pessoas se abastecerem ou para os animais beberem. Ai de quem trocasse uma por outra. Há relatos de pessoas chicoteadas e até condenadas à morte por terem deixado seus animais beberem na fonte reservada aos humanos.

Hoje, você pode descer Siena por dentro do morro, graças a estes canais, a partir do complexo de museus de Santa Maria della Scalla. E fazer um tour nas fontes promovido pela Associazione de La Diana, que cuida do patrimônio histórico ligado à distribuição de água de Siena (agende com antecedência no site www.ladianasiena.it ).

Por mais que a Piazza del Campo seduza, evite os restaurantes à sua volta, na hora de jantar. Não só por serem mais caros. Mas porque você come melhor em lugares próximos. Dois deles são quase vizinhos. O San Desiderio fica onde era igreja do início do século XI. Serve um cardápio baseado em produtos da estação que, por isso, pode ou não incluir trufas e cogumelos. O que você encontra com certeza é uma suculenta e grossa bisteca que é item obrigatório da culinária toscana. Acha o prato muito pesado e quer evitar pesadelos? Aposte nos pescados, estão sempre frescos.

A alguns passos do San Desiderio está a Cava dè Noveschi. Nela, o recomendável é pedir pratos leves, como uma de suas saladas ou uma combinação de queijos, e experimentar a carta de vinhos e de 80 marcas de espumantes: o perigo é sair de lá tão torto quanto o trajeto das ruelas à frente.

As ruazinhas tortas e escuras (mas muito seguras) e quase vazias, a não ser pelos estudantes da universidade local e outros turistas que resolveram pernoitar na cidade, dão um clima de volta ao passado na noite. Mas se você quer sentir isso na boca, entre na Osteria Babazuf, um pouco mais afastada. Não se deixe enganar pela placa de entrada do restaurante, um desenho modernoso de formas geométricas básicas formando um rosto: a principal atração da casa é retornar ao século XVI.


A osteria recupera receitas daquele século e do seguinte. Tem sucesso na arqueologia culinária, a partir da sopa de cogumelos de caldo grosso servida como primeiro prato, ou na carne de porco que leva 16 horas para ser preparada. O bolinho com recheio de creme servido de sobremesa merece ser considerado uma obra-prima do renascimento tanto quanto o "David" de Michelangelo - foi criada na mesma época. Termine-a com um copinho de vin santo. Que é para comer, não para beber: ele vem acompanhado de biscoitos crocantes e duros que devem ser mergulhados no vinho de sobremesa, quando ficam mais macios, mas continuam crocantes e deliciosos. O preço fica por volta de 60 euros para dois - nada caro, especialmente com a cotação declinante da moeda.

Com o sono garantido por alguma destas refeições, no dia seguinte, continue explorando Siena para o alto e para baixo. Para o alto, volte à área do Duomo: não para a igreja, novamente, mas para o Museo dell'Opera del Duomo, que tem obras como a "Maestá", uma das principais de Duccio, o pintor que é para Siena o que Giotto foi para Florença em relação às artes - um herói local e uma ponte entre a arte bizantina e gótica e os novos tempos do realismo e da adoção da perspectiva renascentista.

O museu não é só para conhecer obras de arte (mas se fosse, seria o suficiente). Suba por uma escada um pouco apertada até uma passagem no alto do que seria a fachada da expansão da igreja, que foi planejada, mas nunca concretizada: de lá, você tem outra vista do Duomo, da cidade e, mais ao longe, dos campos toscanos que nos dão tanto prazer de contemplar quanto as obras de Quercia, Pisano e Donatello na sala de estátuas do prédio.


Quase ao lado, está o complexo de museus de Santa Maria della Scalla. Outras pinturas e estátuas o esperam. Mas o complexo tem a atração adicional do Museu Arqueológico, com peças da época em que os etruscos habitavam a região, e ao qual se chega entrando pelos túneis subterrâneos escavados no monte onde foi erigida Siena.

Descer e subir o morro não é tão exaustivo assim. Mas se você ficou em Siena, é porque não está com pressa. E pode (ou não) deixar para mais tarde, ou para o dia seguinte, para passear pelos lugares mais distantes (em termos seneses) do Duomo e da piazza. Deixando para trás a praça, chega-se à Pinacoteca, onde encontramos mais trabalhos da escola dos pintores de Siena, como Duccio e Simone Marini. Madonas e santos cercados de dourado, envolvidos por roupas com cores fortes e cenas que não seguem as regras da perspectiva. A preocupação não era competir com a natureza, mas fazer bonito. E eles faziam.

O contato com a natureza está um pouco mais adiante, no Jardim Botânico, quase escondido nos domínios da Universitá degli Studi de Siena. É um pequeno e bem ornamentado jardim com flores, árvores e arbustos: um refúgio verde no meio do casario ocre.


A noite chega, igrejas e museus fecham - é hora de visitar a loja do Consorzio Agrario de Siena, que vende massas, embutidos, queijos e vinhos fabricados pelos agricultores da região. Depois disso, você pode jantar ou esticar a noite em um dos bares que ficam dentro dos muros da área histórica - o Porrione tem decoração e música moderninhas que fazem você esquecer que está quase ao lado da Piazza del Campo.

O dia seguinte pode ser dedicado a uma atração um tanto macabra, mesmo para quem é católico: na enorme igreja de San Domenico, está a cabeça preservada de Santa Catarina de Siena. Ela é a padroeira da cidade, onde também nasceu São Bernardino, uma peculiar exceção entre os sábios da igreja que condenaram de tempos em tempos o lucro - para o santo, a livre iniciativa e o empresário eram instrumentos de Deus. Com sua tradição bancária, Siena se orgulha dele, tanto quanto de Sallustio Bandini, pensador humanista que, dizem os seneses, foi um defensor das virtudes das leis do mercado muito antes de Adam Smith dar as caras na ciência econômica. Uma estátua o homenageia em frente à sede do banco Monte dei Paschi, e, pelo tamanho do pedestal e iluminação noturna, chama a atenção dos passantes. Cansou deste neoliberalismo todo? Vá à praça Antonio Gramsci. É do logradouro que homenageia o pensador marxista que partem os ônibus para San Gimignano - uma cidade que pode ser percorrida em um dia, e um bom prolongamento de sua estada em Siena.

Quem gosta de bancar o psicanalista de botequim e identificar símbolos fálicos não vai ter muito trabalho em enxergá-los em San Gimignano. A paisagem da cidade, também encravada em um monte, é caracterizada por 13 torres, construídas nos séculos XII e XIII para mostrar isso mesmo que você está pensando: o poder das famílias ricas que as erigiram. Estão todas fechadas à visitação, com exceção de uma, chamada de Torre Grossa. Freud não explica.

O acesso à Torre Grossa é pelo Museo Civico, na Piazza del Duomo, que concentra as principais atrações de San Gimignano que não sejam torres. A exceção é a igreja de Sant'Agostino, um prédio mais distante, cuja simplicidade exterior, de tijolos vermelhos, abriga obras-primas de Pollaiuolo e Benozzo Gozzoli no interior.
Museo Nazionale del Bargello
Este Palazzo del Podestà, como era originalmente chamado, é o mais antigo edifício público, em Florença. O Bargello , também conhecido como o Palácio Bargello ou Palazzo del Popolo (Palácio do Povo) é um antigo quartel e prisão, agora um museu de arte em Florença , Itália.

No museu, as paredes são decoradas com cenas de caça e uma (de novo) "Maestá" (de Lippo Memmi, cunhado de Simone Martini). A Sala di Dante lembra a visita do autor da "Divina comédia" à cidade em 1300, para negociar a resistência dos toscanos ao Papa Bonifácio VIII e seus aliados. Missão diplomática que foi uma das razões para Dante Alighieri morrer no exílio, quando seus adversários tomaram Florença.


Há pinturas de mestres do Renascimento, como Fillipino Lippi, Pinturicchio e Benozzo Gozzoli. Sua beleza é o principal chamariz. No caso dos afrescos com duas cenas de um casamento de Memmo di Filipucci, feitos no início do século XII, o que atrai é a falta de cerimônia: o casal é mostrado dividindo uma banheira e uma cama, em que o pano que pende do dossel é levantado pelo criado, em uma intimidade exposta que surpreende até quem acompanha o "Big Brother" no pay-per-view.

Ainda na praça, continue admirando afrescos, mas na Colegiatta, uma igreja do século XII, em estilo românico. Nas suas paredes internas, há uma "Anunciação" de Ghirlandaio, cenas da vida de Cristo por Lippo Memmi, e de histórias do Antigo Testamento, por Bartolo de Fredi.

Chega de parede pintada: passe para as que não têm nenhuma figura, somente a cor entre o amarelo e o marrom do exterior das casas de San Gimignano. Elas mudam de tom de acordo com a incidência da luz do Sol e ganham uma beleza que dispensam afrescos - a Itália é um país onde você pode ficar olhando para as paredes sem ser considerado maluco.


Passeando pelas ruelas de San Gimignano, evite as lojinhas de bugigangas na entrada da cidade. E faça uma parada para admirar a movimentação dos moradores e outros turistas em torno da Piazza della Cisterna, com seu poço - ou melhor, cisterna - cercado de degraus: não é a Piazza del Campo de Siena, mas também é um bom lugar para se sentar, antes de se decidir onde comer.

Numa cidade cujo tamanho diminuto (apesar das torres) inspira a proximidade com os moradores, experimente o pequeno e informal Taverna Paradiso, onde uma refeição para dois sai barata (por volta de 40 euros, com dois pratos, sobremesa e vinho) e temperada com o sorriso e um bate-papo com a atendente, se você fala italiano ou inglês. Depois, é hora de voltar para Siena - a essa altura, uma cidade maior do que parece em apenas uma segunda-feira.

COMO CHEGAR
De trem: Diariamente, saem composições de Florença para Siena. Horários em www.trenitalia.com .

De carro: A viagem a partir de Florença leva 1h30m, em uma autoestrada com pedágio.

ONDE FICAR:

Grand Hotel Continental: Único cinco estrelas de Siena. Diárias a partir de 320 euros. Via Banchi di Sopra 85. Tel (057) 756-011. www.royaldemeure.com

Athena: Quatro estrelas. Diárias a partir de 95 euros. Via P. Mascagni 55. Tel. (057) 728-0462. www.hotelathena.com

Chiusarelli: Um dos mais antigos de Siena. Tarifas a partir de 71 euros. Viale Curtatone 15. Tel. (057) 728-0562. www.chiusarelli.com

PASSEIOS

SIENA

Palazzo Pubblico: Aberto diariamente das 10h às 19h. Ingresso combinado para museu e torre: 12 euros. Apenas para o museu: 7,50 euros. Piazza del Campo 1. Tel. (057) 729-2614.

Duomo: De segunda-feira a sábado, das 10h30m às 20h. Entrada: 3 euros. Ingresso combinado com museu, batistério, cripta e fachada do Duomo Novo: 10 euros. Tel. (057) 728-3048. Piazza del Duomo. www.operaduomo.siena.it

Pinacoteca Nazionale: De terça-feira a sábado, das 8h15m às 19h15m. Segundas-feiras e domingos, das 9h às 13h. Entrada: 4 euros. Via San Pietro 29. Tel. (057) 728-1161.

Santa Maria della Scala: Diariamente, das 10h30m às 18h30m. Ingresso: 6 euros. Bilhete combinado para o Museu dell'Opera del Duomo, Museo Civico e o Battisterio San Giovanni: 14 euros. Piazza Duomo, 2. Tel. (057) 753-4511. www.santamariadellascala.com

Jardim Botânico: De segunda a sexta-feira, de 8h às 17h30m. Sábados, de 8h às 12h. Grátis. Via P.A. Mattioli 4.

SAN GIMIGNANO

Museo Civico: Diariamente das 9h30m às 19h. Admissão: 5 euros. Palazzo del Popolo, Piazza del Duomo. Tel. (057) 799-0312.

Collegiatta: Diariamente das 9h30m às 17h. Entrada: 3,50 euros. Piazza del Duomo.

ONDE COMER

SIENA

San Desiderio: Piazzetta Luigi Bonelli 2. Tel. (057) 728-6091. www.ristorantesandesiderio.com

Cava dè Noveschi: Via Monna Agnese 10. Tel. (057) 727-4878. www.cavadenoeschi.it

Osteria Babazuf: Via Pantaneto 85/87. Tel. (057) 722-2482. www.osteriababazuf.com

Porrione: Via del Porrione 14. Tel. (057) 728-1118.

SAN GIMIGNANO

Taverna Paradiso: Via San Giovanni 6. Tel. (057) 794-0302.

COMPRAS

Consorzio Agrario di Siena: Via Pianigiani 5, Siena. Tel. (057) 723-0223. www.capsi.it

O Globo - Gustavo Alves

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Brasil: melhor época para viajar

O verão começou ainda mais chuvoso que o habitual no Sudeste, com consequências dramáticas. Antes dele, a primavera já tinha trazido frio e tempo feio. O que está acontecendo? O clima realmente enlouqueceu? El Niño, La Niña e o fim da camada de ozônio se uniram para sabotar as suas férias de janeiro? Nada disso. Por estas bandas o normal é as primaveras serem frias e cinzentas e os verões, chuvosos. Só que todos os anos nos esquecemos disso, porque temos na cabeça uma noção romanceada das estações - que podem valer nos climas temperados, mas não correspondem à vida real dos trópicos.
Foto: Ilhéus - Bahia

Em outras partes do Brasil, no entanto, o que define as estações é realmente o clima, não o calendário. O nordestino sabe que o seu inverno começa em março ou abril. O paraense celebra a chegada do verão em junho; o cearense e o tocantinense, em julho. Se São Paulo ficasse na Ásia, isso que conhecemos por verão se chamaria monções. Você marcaria uma viagem para a praia durante as monções? Veja a seguir as melhores épocas para viajar pelas diversas regiões do Brasil com probabilidade de menos chuva.

Norte da Bahia ao Rio Grande do Norte. O verão da faixa leste do Nordeste corresponde totalmente ao que sonhamos para a estação: dias predominantemente ensolarados e bastante quentes. Eventualmente áreas de convergência tropical vindas da Amazônia podem nublar alguns dias (ou megafrentes frias do Sudeste podem chegar à Bahia), mas são eventualidades que justificam reclamações expressas a São Pedro. Basta abril chegar, porém, para "invernar". O grosso das chuvas vai até junho ou julho. O estio volta a predominar em agosto e entre outubro e dezembro o tempo fica firmíssimo, com chuvinhas rápidas e espaçadas. (Mas atenção: para o Sul da Bahia)


Veredicto: se você não quer passar o réveillon e as férias de janeiro na chuva, já sabe aonde ir.

Sul da Bahia. As regiões de Ilhéus e Porto Seguro têm chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Isso significa que você provavelmente vai pegar sol e chuva em qualquer época. Acredite, é uma vantagem: os verões costumam ser menos chuvosos que os do Sudeste, e naqueles meses de "inverno" no Nordeste mais para cima, a região sempre é uma aposta melhor.

Veredicto: faça chuva ou faça sol, não deixe de ir até lá.

Ceará ao Maranhão. No litoral brasileiro voltado para o norte o verão começa mais cedo: julho já tem sol garantido todos os dias. Os meses mais secos são de setembro a dezembro, conhecidos no Ceará como "os meses bró". O segundo semestre é também a época mais ventosa, atraindo legiões de praticantes de kite e windsurfe. A partir de janeiro, o inverno pode chegar a qualquer momento (ou não chegar nunca, em anos de seca brava). A época mais chuvosa, segundo o caderninho, vai de março a maio.

Veredicto: prefira esta região para as férias de julho. Entre julho e agosto, pegue as lagoas cheias nos Lençóis Maranhenses.

Amazônia. A Região Norte tem duas estações: a chuvosa e a seca (que também poderia ser chamada... menos chuvosa). A época das chuvas começa em dezembro e vai até maio - e tem o seu encanto para os turistas, sim, porque é nas cheias que os igarapés e igapós são mais navegáveis. O verão começa em junho. As águas vão baixando e revelam as praias de rio lá por agosto.

Veredicto: lembre-se de ir a Alter do Chão entre setembro e outubro.

Interior do Sudeste e Centro-Oeste. O verão é chuvoso, mas tanto o outono quanto o inverno têm tempo firmíssimo, dificilmente abalado pela chuva ocasional trazida pelas frentes frias que trafegam pela faixa litorânea. De abril ao fim de setembro, você não vai precisar do guarda-chuva para visitar as cidades históricas de Minas, as termas do Rio Quente, as Chapadas dos Veadeiros, dos Guimarães (e a Diamantina também, que está quase no Cerrado), o Jalapão, Pantanal e Bonito (mas aqui as águas dos rios cristalinos estarão bastante frias).

Veredicto: no meio do ano, o sol sempre brilha no meião do Brasil.

Litoral do Sudeste. A virada do ano e janeiro costumam ser bastante chuvosos. Quem aposta em fevereiro na praia normalmente se dá um pouco melhor. A elevada umidade da época - a mesma que provoca as enxurradas do fim de tarde - pode fazer frentes frias estacionarem na região. O Espírito Santo registra os verões mais secos e ensolarados do Sudeste (mas neste ano, como se viu, também começou debaixo d’água). O clima mais gostoso para viajar só começa quando as férias escolares acabam: o outono oferece dias secos e quentes e noites agradáveis. Essas condições costumam continuar inverno adentro, prejudicadas apenas por uma ou outra frente fria (que no meio do ano passam mais rapidamente do que no início). É por isso que todos os anos as tevês mostram reportagens de praias lotadas no Rio no meio do ano (agosto é o mês mais seco do por lá). Na primavera as frentes frias são mais frequentes e não é raro termos a sensação de passar mais frio - ou pelo menos um frio mais prolongado - do que no inverno.

Veredicto: recupere-se das chuvas de verão descendo à praia nos fins de semana ensolarados do outono.

Sul. Não difere muito do tempo no Sudeste: verões úmidos com pancadas de chuva no fim da tarde e frentes frias preguiçosas; outonos secos, primaveras chuvosas. O inverno é mais seco em Santa Catarina do que no Rio Grande, que segue sofrendo com a umidade. As temperaturas são sensivelmente mais baixas do que no Sudeste, então praia no inverno (e no início da primavera) é só para olhar, mesmo.

Veredicto: o outono em Santa Catarina é perfeito: quem resolve pegar praia por lá entre o Carnaval e a Páscoa dificilmente vai perder a viagem (e de quebra não enfrenta os problemas do trânsito no verão).

Internet para viagem

O site da Somar Meteorologia é o único que traz, ao pé da página da previsão do tempo de cada destino, um quadro fundamental: o gráfico do comportamento da temperatura e da chuva ao longo do ano daquele lugar. Consulte sempre que precisar programar uma viagem que não seja resistente à chuva

Dossiê

Destinos para investir em cada estação


Verão

De 4 de dezembro - dia da primeira festa de largo, dedicada a Santa Bárbara - até Quarta-feira de Cinzas não existe cidade mais a mil do que Salvador. Ela ganha até do Rio: a chuva é pouca (e bem-vinda).


Outono

Santa Catarina é o canal: sem paulistas, sem gaúchos, sem paranaenses, sem argentinos, sem paraguaios, sem trânsito - e que é melhor: sem dias nublados ou chuvosos. Perfeito para explorar as belezas tanto do litoral quanto do interior.

Inverno

É a época perfeita para ir às Chapadas, que estão verdes e com cachoeiras abundantes depois da temporada das chuvas. As temperaturas diurnas são ótimas para caminhadas e as noites são para passar com edredom (ou cobertor de orelha).

Primavera

Curta o litoral do Nordeste antes de todo mundo. De outubro a dezembro o tempo é ainda mais firme que em janeiro e os preços ainda são de baixa temporada. Por sinal, é o mês em que o mar de Noronha está mais perfeito.


Murilo Quirana

Mu é o maior mão fechada da família Quirana; não abre a mão nem para dar tchauzinho

"Caros, eu não deixo de ir ao Nordeste na época da chuva, não. Isso porque o normal é todo dia sair um solzinho. O negócio é aproveitar as tarifas baixas para reservar uma pousada à beira-mar. Assim, você estará perto da praia quando o sol resolver dar o ar da graça. E quando a chuva voltar, eu volto para o livro que estava lendo. Perfeito!"


Ricardo Freire, ( http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,brasil-melhor-epoca-para-viajar,668004,0.htm )

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Pequenos Paraísos: conheça Itaúnas

A cada fim de semana do verão, a equipe do Gazeta Online Norte vai apresentar uma praia afastada da badalação dos grandes balneários na série chamada de "Pequenos Paraísos". Na segunda matéria, conheça a vila de Itaúnas, em Conceição da Barra, no Norte do Estado, um lugar tranquilo e com uma bela praia, onde as pessoas costumam andar descalças. E mesmo com o movimento nessa época do ano, o local não perde sua beleza.


A vila

A vila de Itaúnas fica no Norte do Espírito Santo, no município de Conceição da Barra, a 280 Km de Vitória. O lugar é conhecido pelas dunas, que encobriram a vila no início dos anos 70, e por ser a capital nacional de forró pé-de-serra. No mês de julho, acontece o Festival de Forró de Itaúnas, que só no ano passado teve 50 bandas inscritas. Durante o festival, a população da vila que é de 1.200 pessoas, chega a dobrar em cada dia de festa.


Mas não é só o forró que atrai turistas de todo o país. Em Itaúnas, há a formação de dunas. Segundo os moradores mais antigos, as ruínas da antiga vila se encontram debaixo das dunas, que soterraram e modificaram a paisagem da região com a força do vento. E elas fazem parte do percurso para quem quer chegar à praia. O trajeto não é fácil, mas o esforço é recompensado com um banho nas águas mornas do mar de Itaúnas.

O nome 'itaúnas' é de origem indígena e representa as pedras negras do fundo do rio de mesmo nome, que corta o local. Aliás, as águas limpas do rio fazem com que ele seja bastante procurado pelos turistas, principalmente depois do banho de mar.

Hospedagem

Segundo o diretor-presidente da Associação Comercial e de Serviços da Vila de Itaúnas (Acservi), Cássio Ferreira Gonçalves, na vila existem hoje 67 pousadas e um hotel. Na alta temporada, os preços da diária para casal variam de R$ 60 a R$ 200. Na baixa temporada, os valores vão de R$ 40 a R$ 150. Os estabelecimentos costumam incluir o café da manhã nos preços das diárias.









Um pouco de história


As dunas de Itaúnas foram se formando por volta de 1930, devido ao desmatamento da restinga com a exploração das madeiras e derrubadas das árvores do Norte do Estado.

No início dos anos 70, a movimentação de areia juntamente com ventos fortes e constantes soterrou a antiga Vila de Itaúnas. Possuía, no passado, duas ruas e cerca de 300 casas, duas padarias, posto do Correios e escola. Seus habitantes foram forçados a se mudar para a margem direita do rio Itaúnas e hoje vivem da pesca e do turismo.

O vento forte tem trazido ruínas de algumas antigas construções como a torre da velha Igreja de São Benedito, vindo à tona vestígios de antigas civilizações.

As dunas possuem 5km no sentido Norte-Sul e 1km Leste-Oeste. Com até 30 metros de altura, são a maior atração turística da região.

Considerando o seu valor paisagístico, histórico e arqueológico, as dunas, a vila de Itaúnas e parte do pântano foram tombadas pelo Conselho Estadual de Cultura, em 1986.

Em 1991, o Governo do Estado criou o Parque Estadual de Itaúnas. Reúne diferentes ecossistemas como praias, dunas, restinga, manguezais, Mata Atlântica de Tabuleiro, alagados e o rio Itaúnas. Possui uma área de aproximadamente 3.670 hectares. Representa uma das poucas amostras que restaram da biodiversidade no norte capixaba.

Fonte: Site da Prefeitura de Conceição da Barra

O verão de Piúma é mágico

Monte Aghá 
Conhecida por ter o carnaval mais badalado do estado, desta vez o agito tomou conta de todo verão em Piúma. Uma programação especial foi montada pela equipe da Prefeitura contemplando todo os estilos de público, com qualidade, segurança e diversão garantida.

Muito mais do que shows, em Piúma a natureza também é uma atração a parte, belas ilhas, praias, paisagens exuberantes e um povo acolhedor. Quem conhece sabe que é uma excelente opção de visitação, e se não conhece, aproveite o verão para se apaixonar por este pequeno paraíso.

Quem procura adrenalina e passeio radical, escalar o Monte Aghá, em Piúma, é uma ótima opção.


Uma rocha com mais de 300 metros de altura, lá de cima do Monte Aghá é possível ver o litoral e as montanhas que compõem a geografia da região. Aos seus pés, as praias de Piúma e Itapemirim. A subida demora cerca de duas horas e a dica é ter a companhia de um guia.

Em nosso litoral o que não falta é opção de lazer e diversão. Conheça!

A Gazeta

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O mais alto farol do mundo brilha nos Alpes

Os suíços acabaram de quebrar dois recordes mundiais: construíram o mais longo túnel ferroviário, e em cima dele ergueram o mais alto farol do mundo.

Farol na neblina e escuridão (Keystone)
Um farol não é o que os visitantes esperam ver em uma passagem alpina - e é exatamente por isso que ele está lá. A secretaria de turismo Disentis-Sedrun, que abrange a área do Oberalp, quer que ele dê o que falar.

O passo Oberalp, 2.046 metros acima do nível do mar, que liga o centro turístico suíço de Andermatt com a região Surselva do cantão dos Grisões, fica perto da nascente do Reno, e os moradores da região querem chamar a atenção dos turistas para isso.

"As pessoas passam direto por aqui e provavelmente nem percebem que é nesse ponto que o Reno nasce", disse Andreas Pfister, chefe do departamento de construção da comuna de Tujetsch, à swissinfo.ch.


"Esse farol está aí para enviar uma mensagem, assim as pessoas vão parar e se perguntar: por que eles precisam de um farol aqui? Provavelmente não recebem um monte de navios".

Comunidade renana
Em alguns anos, se tudo correr bem, haverá de fato um navio aqui também. A idéia é navegar com um barco típico do Reno a partir de Rotterdam - onde o rio deságua no mar – até a Basileia, o último ponto navegável. Lá, ele será então cortado e transportado para o passo, e remontado ao lado do farol, onde será transformado em um museu.

O farol não veio de tão longe: foi construído na cidade suíça de Sarnen, mas deve parecer familiar aos turistas holandeses, já que é uma cópia menor de um outro farol que está na Holanda.

"Nós pertencemos a uma comunidade enorme. Eu li que 50 milhões de pessoas vivem ao longo do Reno, e queremos dar-lhes um símbolo para que se sintam conectadas com a fonte ", disse Pfister.

Região remota
O farol foi inaugurado
 ao som misterioso dos
 instrumentos alpinos
 (Priska Ketterer)
A área Disentis-Sedrun, logo abaixo do passo alpino, é relativamente afastada pelos padrões suíços. Embora esteja apenas cerca de 75 km, em linha reta, do barulho de cidades como Zurique, é nescessário umas boas três horas para chegar lá, seja de carro ou de trem. A região tinha grandes esperanças que o túnel na base do São Gotardo – perfurado na sexta-feira - iria abrir a chamada “Porta Alpina”.

Um eixo de acesso de 800 metros de profundidade já existe, construído para receber os trabalhadores da construção até o túnel. A idéia era converter o elevador para uso de passageiros e construir uma estação intermediária no túnel - aliás, estabelecendo dois novos recordes mundiais: o do mais longo elevador e o da estação mais profunda.

Mas o plano foi posto em escanteio em 2008 - uma decisão que ainda irrita. Todas as pessoas com quem swissinfo.ch falou na região, de estudantes primários aos aposentados, demonstraram sua decepção.

Roland Bachmann, responsável pelo turismo de Disentis-Sedrun, explica que a região não está de olho só nos países que bordam o Reno para aumentar o número de visitantes.

"O importante é que esse farol envie sua luz para outros cantões. O que nós queremos é mostrar que estamos trabalhando juntos para desenvolver o turismo, a economia e assim por diante".

Bachmann deposita sua esperança no desenvolvimento de Andermatt graças a ajuda do empresário egípcio Samih Sawiris, que está construindo lá hotéis, apartamentos turísticos e instalações esportivas - incluindo a criação de uma única área de esqui que abrange também Sedrun.

Ele garantiu à swissinfo.ch que a beleza das montanhas não será danificada pelo afluência de turistas e instalações de veraneio.

"Nós não devemos nos deixar levar pelos nossos planos. É essencial discuti-los com as organizações de proteção da natureza ", disse.

"Mas temos uma área tão grande, de extrema beleza. Eu realmente não consigo imaginar que ela possa ser assim tão explorada ao ponto de sofrer".

Interesse local
Segundo depoimentos da imprensa local e da televisão, o farol já estava atraindo multidões ao Oberalp antes mesmo ter sido inaugurado.

Uma senhora do vilarejo de Rueras, logo na descida do vale, embora acredite que o farol atrairá mais turistas, tem lá suas reservas: "um farol realmente não tem nada a ver com o topo de um passo alpino", disse. "O jornal em língua romanche disse que o objetivo era fazer com que as pessoas falassem, e isso aconteceu." Mas quando questionada sobre o que as pessoas estavam exatamente dizendo na sua cidadezinha, ela apenas riu.

Uma família de Zurique - cujas raízes estão na região - foi mais positiva: "é uma grande idéia", disse o pai. "Nós acabamos de explicar às crianças porque o farol está ali, onde o Reno começa. Acho isso brilhante."

Julia Slater, swissinfo.ch
(Adaptação: Fernando Hirschy)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Yellowstone: O parque preferido do Zé Colmeia nos EUA

Yellowstone abriga gêiseres e uma variada vida selvagem, que inclui os ursos marrons

Com 9 mil quilômetros quadrados, o Parque de Yellowstone, localizado nos estados Wyoming, Montana e Idaho, nos Estados Unidos, o mais antigo do mundo, ganhou fama como lar do simpático urso criado por Hanna & Barbera, que chega aos cinemas em 21 de janeiro. Conheça-o melhor:

GRAND PRISMATIC


A combinação de algas coloridas e a água alcalina provoca paisagens supercoloridas, como a encontrada na fonte Grand Prismatic. Ela foi a primeira de água quente a ser descoberta no parque, em 1839, É também a maior - tem 112 metros de diâmetro e sua profundidade chega a 37 metros.

Old Faithful

O Parque de Yellowstone possui cerca de 300 - ou 60% de todos os gêiseres encontrados no planeta. O mais famoso deles, o "Velho Fiel", tem suas erupções entre 60 e 110 minutos. É possível checar a previsão do próximo evento no próprio parque. A água sai a uma temperatura de - acredite - 95 graus e chega a 56 metros de altura. O "show" dura entre 1 minuto e 30 segundos e 5 minutos.


MINERVA TERRACE



O lento depósito de bicarbonato de cálcio moldou os belos travertinos encontrados em Minerva Terrace. Durante quase 50 anos, a fonte de água parou de gotejar, deixando a área completamente seca. Em 1951, no entanto, Minerva voltou a entrar em atividade, dando à paisagem um ar inóspito e, ao mesmo tempo, encantador.


LOWER FALLS

Yellowstone também tem seu Grand Canyon, formado pela erosão do Rio Yellowstone. Em sua passagem pelo parque (o curso d?água percorre quase 1 mil quilômetros), ele forma conjuntos de cachoeiras que encantam os visitantes em diversos pontos do parque. São, ao todo, três grupos: as Lower Falls, que você vê na foto desta página, as Upper Falls e as Crystal Falls.

A Gazeta

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Parque Nacional de Acadia, no Maine -EUA

A 1530 pés (466 metros), Cadillac Mountain oferece aos visitantes uma visão panorâmica de grande beleza natural do Acadia National Park.

Localização: Maine
Fundação: 26 de fevereiro de 1919
Tamanho: 47.748 acres (19.323 hectares)

Mar e montanha se encontram em Acadia, onde, como um visitante presumivelmente ambidestro escreveu, "você pode pescar com uma mão e blueberries amostra de um vento mato-atrofiada com o outro." A maior parte do parque está em Mount Desert Island, uma colcha de retalhos de parque, propriedade privada, e as aldeias à beira-mar que sazonalmente preencher com o que os moradores chamam de "as pessoas verão". Outros bits são espalhados nas ilhas mais pequenas e uma península.

Mount Desert Island, uma vez que foi território continental, uma cordilheira montanhosa de granito à beira do oceano. Cerca de 20.000 anos atrás, elevando-se as camadas de gelo glacial, às vezes uma milha (1,6 km) de espessura, corria para as montanhas, arredondando os cumes, cortando passes, arrancando leitos de lagos, vales e ampliação. Como as geleiras derreteram, o mar subiu, inundando vales e afogamento no litoral. O cume preglacier foi transformado em lago de hoje repleta de ilhas, montanhas, o que empurra o Atlântico como uma garra de lagosta.


Samuel de Champlain, que explorou a costa em 1604, nomeou a ilha L'Isle des Monts deserto, algumas vezes traduzido como "a ilha das montanhas estéreis." A partir de seu navio, ele provavelmente não podia ver encostas das montanhas arborizadas. As pessoas verão redescoberto Mount Desert, em meados do século 19, construiu mansões que chamaram de "férias", seus iates ancorados nos portos cingida-rock, e acarinhados selvagem. Para preservá-lo, eles doaram o terreno para o núcleo do parque, o primeiro leste do Mississipi. O nome original, Lafayette Parque Nacional, foi alterada em 1929.

Dependente em terreno doado desde a sua criação, o parque foi o que consegui, contornando em torno da propriedade privada e parte crescente por parte. imobiliário Acadia foi tão irregular que não até 1986, o Congresso definir as suas fronteiras oficiais.

Embora um dos menores parques nacionais, Acadia é um dos mais visitados por quase dois milhões e meio de pessoas por ano. O trânsito intenso pode produzir um fenômeno desconhecido para as pessoas primeiro Mount Desert de verão: o impasse. A Ilha ônibus Explorer ajudou a aliviar o problema.

Como Chegar

De Ellsworth, 28 milhas (45 quilômetros) a sudeste de Bangor, siga-me. 3 sul de 9,5 milhas (15,3 km) para Mount Desert Island, onde a maior parte do parque está localizado, o centro de visitantes é de 3 milhas (5 km) a norte de Bar Harbor. Outro ponto fica a sudeste de Ellsworth, na Península Schoodic, uma unidade de uma hora a partir de Bar Harbor. Aeroportos: Porto e Barra de Bangor.

Quando ir

Ao longo do ano, mas principal centro de visitantes está aberto a partir de meados de abril até outubro. Espera tráfego intenso em julho e agosto. folhagem Espetacular também atrai multidões de setembro até o início de outubro. A neve eo gelo perto a maioria das estradas do parque de dezembro a meados de abril, mas as partes do parque estão abertos para o esqui cross-country.

Como Visitar

Permitir pelo menos um dia para Mount Desert Island, com uma unidade no 20 milhas (32 km) Parque Loop Road eo caminho para o cume da montanha Cadillac. Se trata de nevoeiro, aproveite seu dom: a de amolecimento de imagens e sons. Em um segundo dia, desfrutar de uma vista desertas da costa rochosa do Maine, visitando a Península Schoodic. Se você tem mais tempo, faça a sua escolha de uma das trilhas ou ilhas menores.